Escolhidos de entre um total de 124 romances, os 13 livros foram escritos em oito idiomas, por autores provenientes de 11 países, publicados por 11 editoras diferentes e convertidos em inglês por 17 tradutores, destaca a organização do prémio no seu ‘site’.

Composta por seis escritores homens e sete mulheres, esta primeira lista de finalistas inclui três livros que já foram editados em Portugal - “Serotonin” (“Serotonina”), do escritor francês Michel Houellebecq, “Mac and His Problem” (“Mac e o seu contratempo”), do espanhol Enrique Vila-Matas, e “Little Eyes” (“Kentukis”), da argentina Samanta Schweblin, esta última repetente nas nomeações para o prémio Booker, depois de em 2019 ter sido escolhida por “Mouthful of birds” e em 2017 por “Fever dream”.

Outros dois autores com obra publicada em português, mas cujos romances nomeados não chegaram ainda ao mercado livreiro nacional são o norueguês Jon Fosse, com “The Other Name: Septology I – II”, e o alemão Daniel Kehlmann, com “Tyll”.

Os restantes romances finalistas da ‘longlist’ são “Red dog”, do sul-africano Willem Anker, “The Enlightenment of The Greengage Tree”, da iraniana Shokoofeh Azar, “The Adventures of China Iron”, da também argentina Gabriela Cabezón Camara, “The Eighth Life”, da escritora Nino Haratischvili, natural da Geórgia, “Hurricane Season”, da autora mexicana Fernanda Melchor, “The Memory Polisse”, da japonesa Yoko Ogowa, “Faces on the Tip of My Tongue”, da francesa Emmanuelle Pagano, e “The Discomfort of Evening”, da holandesa Marieke Lucas Rijneveld.

O presidente do júri a quem coube selecionar os 13 finalistas, Ted Hodgkinson, considerou uma “emoção compartilhar uma lista tão abrangente e brilhante”, que reflete uma “arte cumulativa enraizada no diálogo entre autores e tradutores e possuindo o poder de ampliar o escopo de vidas encontradas na página, do épico ao quotidiano”.

“Seja reinventando mitos fundamentais, visualizando distopias de potência inquietante ou simplesmente incendiando o mundo com a precisão das suas perceções, estes são livros que nos deixaram impressões indeléveis como juízes”, disse, acrescentando que em épocas que cada vez mais exigem que se tome partido, “estas obras de arte transcendem certezas morais e estreitam identidades, restaurando uma sensação de maravilhamento no enorme e ambíguo lote da humanidade”.

Além de Ted Hodgkinson, fizeram parte do júri do Prémio Booker Internacional de 2020 a diretora da Vila Gillet e editora Lucie Campos, a tradutora Jennifer Croft, a autora Valeria Luiselli e o jornalista e escritor Jeet Thayil.

A lista final do prémio será anunciada na quinta-feira, dia 02 de abril, numa cerimónia a decorrer na Ennismore Sessions House, em Londres. O vencedor será anunciado no dia 19 de maio.

O prémio é atribuído todos os anos a um único livro, que é traduzido para o inglês e publicado no Reino Unido, sendo elegíveis tanto romances, como coleções de contos.

O trabalho dos tradutores é igualmente recompensado, com o prémio de 50 mil libras (mais de 57 mil euros) a ser dividido entre autor e tradutor da obra vencedora.

Cada autor e cada tradutor da lista final receberá ainda 1.000 libras (1.143 euros).

No ano passado, a vencedora do Prémio Booker Internacional foi a escritora omanense Jokha Alharti, com o romance “Corpos Celestiais”, publicado em Portugal no início deste ano pela Relógio d’Água.

Juntos, os dois prémios Booker recompensam a melhor ficção de todo o mundo publicada em inglês no Reino Unido e na Irlanda. Os prémios Booker são patrocinados por Crankstart.

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