Um momento histórico. Salvador Sobral é o grande vencedor da edição de 2017 do Festival da Eurovisão.

A canção, com letra e música de Luísa Sobral, irmã de Salvador Sobral, obteve 758 pontos na votação combinada dos júris nacionais e do público, na final do festival disputada em Kiev.

Antes de se ouvir novamente em Kiev "Amar pelos Dois", desta vez a duas vozes com Luísa Sobral a partilhar o palco com o irmão, Salvador partilhou a sua satisfação e não deixou de passar uma mensagem: "Vivemos num mundo de música descartável, música fast food, sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória para a música, de pessoas que fazem música que significa algo. Música não é fogo de artificio, música é sentimento. Vamos tentar mudar isso e trazer a música de volta ao que realmente importa".

Domingo, 13 de maio de 2017. Hoje escreveu-se mais uma página na História

A paredes meias com o Marquês, a grande final da Eurovisão foi para o ar poucos minutos antes do apito final que anunciava o Benfica tetracampeão. Algo inédito na história do clube.

É o dia dos três F’ – Fátima (com as celebrações do Centenário das Aparições presididas pelo Papa Francisco); Futebol (com a vitória do Benfica já acima referida) e Festival (Eurovisão da Canção).

“Amar pelos Dois” foi a 11ª atuação a subir ao palco, novamente o secundário, do Centro Internacional de Exposições de Kiev, na Ucrânia. A noite arrancou com a canção de Israel, "I Feel Alive", interpretada por Imri Ziv, e fechou com "Requiem" da francesa Alma.

Salvador não deixou ninguém indiferente. Emocionou até mesmo os seus colegas a concurso. Encantou toda uma Europa. Levou até ao maior concurso da canção europeu o sentimento mais forte que o ser humano pode ter, o de amar. Foi #Salvadorable e ganhou.

Inédita também é toda a atenção dada à Eurovisão. Culpa dos irmãos Sobral, que colocaram um país inteiro com os olhos no festival e à espera de um “milagre”. Portugal amou durante este tempo todo pelos dois, pelo Salvador e pela Luísa.

Ao longo das últimas semanas as casas de apostas fizeram aumentar a esperança, assim como o nervoso miudinho, que crescia à medida que as notícias chegavam, Salvador um dos favoritos à vitória.

A final do festival disputou atenções com um Benfica já consagrado. E porque a noite também é desportiva, é impossível deixar de comparar a onda de apoio à representação portuguesa na Eurovisão com aquela que se viu (e se sentiu) com a escalada da seleção nacional até à final do Europeu de futebol.

“Anda cantar, Salvador. Tu cantas bem”, pensámos todos. Várias vezes.

Sem truques, sem fitas, Salvador fintou até aqueles que, a princípio, não tinham em si fé. O seu estado de saúde, que foi sempre tema de conversa desde a vitória no Festival da Canção, podia ter sido utilizado para o promover, como nos alertou Tozé Brito em entrevista. Portugal não o fez, e ainda bem.

“Amar pelos Dois” foi suficiente e colocou o nome de Salvador e de Portugal em muitas manchetes de várias línguas. Cantada em português, a emoção da canção foi ainda assim universal.

Salvador Sobral foi considerado pelos jornalistas – nacionais e internacionais – que acompanham habitualmente o concurso “a grande sensação do festival”. E ainda antes de subir ao palco na final da Eurovisão venceu um prémio nos Marcel Bezençon Awards. O jovem músico, de 27 anos, foi o grande vencedor do Artistic Award, galardão para a melhor interpretação atribuído pelos comentadores de cada país.

O derradeiro confronto foi disputado no Centro Internacional de Exposições de Kiev, na Ucrânia, por 26 países – Portugal, Moldávia, Azerbaijão, Grécia, Suécia, Polónia, Arménia, Austrália, Chipre, Bélgica (apurados na primeira semifinal), Áustria, Roménia, Holanda, Hungria, Dinamarca, Croácia, Noruega, Bielorrússia, Bulgária, Israel (apurados na segunda semifinal), França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido (os denominados ‘Cinco Grandes’) e a Ucrânia (país anfitrião). O vencedor é decidido, em partes iguais, pelo voto do público e de um júri profissional, de cada um dos países participantes.

“Amar pelos dois”, composta por Luísa Sobral, venceu a 6 de março a final do Festival da Canção que decorreu no Coliseu dos Recreios em Lisboa e foi disputada por oito canções. Este lugar de Salvador na Eurovisão é, também, uma vitória para a RTP que apostou num formato renovado – os resultados estão à vista.

Com este tema, Portugal regressou à Eurovisão, após um ano de ausência, onde se estreou em 1964. Até à data, a melhor classificação portuguesa no concurso tinha sido um sexto lugar em 1996, com a canção “O meu coração não tem cor”, interpretada por Lúcia Moniz.  Já a última vez que Portugal competiu numa final do Festival Eurovisão da Canção foi em 2010.

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