Espetáculo de dança contemporânea e multimédia, “Magnificat – Padre Formigão, O Apóstolo de Fátima”, é uma encomenda da Congregação das Irmãs Reparadoras de Nossa Senhora de Fátima, de modo a celebrar os 70 anos da aprovação canónica da congregação, criada pelo padre Formigão, na sequência de uma mensagem deixada à pastorinha Jacinta numa das aparições.

Em palco, a Vortice cria um espetáculo original a partir da vida e obra de Formigão, o primeiro espetáculo biográfico da história da companhia criada em 2001.

“O que Fátima é hoje, é muito à conta dele. Às vezes, é um bocado colocado na penumbra, mas nada disto se saberia se não fossem os registos dele”, afirma a diretora artística, e bailarina da Vortice, Cláudia Martins.

O convite da Congregação foi um desafio: “Nem todas as linguagens da dança contemporânea e nem todos os criadores encaixariam num tipo de temática destas. Alguns, provavelmente, até a rejeitariam, o que seria normal. Mas a nossa linguagem, por envolver o ‘videomapping’ e cenografia muito ligada à videografia, torna-se bastante apelativa. Não é que seja mais facilmente decifrável – tudo é muito pensado e elaborado – mas torna-se mais estimulante”, explica Cláudia Martins.

Em palco, oito bailarinos, um ator, José Ramalho, que faz de padre Formigão, um violinista e três crianças (os pastorinhos) retratam através da dança “um homem cultíssimo, de grande inteligência, que é um exemplo a seguir”, sublinha a diretora artística.

Em “Magnificat” muito se estende “para além do que é carnal”, através de um conjunto de mensagens abstratas que resultam da relação entre corpos.

“O grande ‘link’ às pessoas é com os vídeos. Os bailarinos revisitam os espaços em que ele [padre Formigão] nasceu, em Tomar, e isso ganha uma amplitude muito real, mas de uma forma contemporânea”, antecipa a bailarina.

A ligação entre os pastorinhos e o padre Formigão é um dos destaques do espetáculo, sublinhando o caráter de alguém que passou de cético enviado a estudar o fenómeno, a apóstolo de Fátima e “quarto pastorinho”.

Com forte “cariz humanista”, a nova criação transmite uma imagem “descontraída, mas igualmente profunda, da religião”, sublinha Cláudia Martins: “É para crentes e não-crentes, quanto mais não seja pela arte, pela dança e pela estética”.

“Magnificat – Padre Formigão, O Apóstolo de Fátima” estreia-se no dia 15 de agosto, às 15:30, no Grande Auditório do Centro Pastoral Paulo VI, no Santuário de Fátima.

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