É durante o outono que as ruas de Calcutá, na Índia, recebem o festival anual hindu Durga Puja, que pretende celebrar o triunfo do bem sobre o mal, mais precisamente o momento em que a deusa hindu Durga venceu o demónio Mahishasura.

Num ano essencialmente marcado pela pandemia, o Durga Puja, que começou esta quinta-feira, apresentou nos pandals – exibições de esculturas religiosas – , no lugar das habituais esculturas do demónio Mahishasura, um novo ser malévolo: Coronasura, o demónio coronavírus, segundo noticia o The Guardian.

O Coronasura foi apresentado sob várias formas: com uma cabeça feita para parecer uma partícula do próprio vírus SARS-CoV ou como um demónio verde, como se da encarnação do vírus se tratasse.

Além das decorações elaboradas, o festival é marcado por artes performativas, comida e culto.

Este ano, os artesãos tradicionais que fazem as esculturas para o evento, a partir de barro e fibra de vidro, tiveram menos de dois meses para realizar as peças, em vez dos habituais cinco. Além disso, o número de encomendas também diminuiu tragicamente.

A pandemia alterou a Durga Puja deste ano que, perante o aumento de casos de coronavírus e por forma a evitar que milhões de pessoas saíssem para as ruas, se viram obrigados a proíbir a entrada de qualquer pessoa que não seja parte da organização ou artista nos pandals.

Embora não seja permitida a entrada de visitantes, os comités Durga Puja de Bengala Ocidental encontraram outras formas de garantir que os pandals possam ser vistos, tornando-os digitais e oferecendo uma excursão de vídeo de 360º.

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