Inaugurada a 02 de fevereiro, a exposição apresenta cerca de 400 trabalhos, muitos deles inéditos, e acontece cerca de um quarto de século depois da última grande mostra dedicada ao artista do modernismo português.

A exposição – que tem formado filas de visitantes na entrada – vai estar aberta ao público segunda-feira, quarta-feira, sexta-feira e domingos das 10:00 às 18:00, das 10:00 às 21:00 às quintas e sábados, encerrando às terças-feiras.

Almada Negreiros (1893-1970) deixou uma vasta obra de pintura, desenho, teatro, dança, romance, contos, conferências, ensaios, livros manuscritos ilustrados, poesia, narrativa gráfica, pintura mural e artes gráficas, cuja produção se estendeu ao longo de mais de meio século.

A exposição tem curadoria da historiadora de arte e investigadora Mariana Pinto dos Santos, com Ana Vasconcelos, conservadora do Museu Calouste Gulbenkian, e é acompanhada de um programa educativo e cultural que se alarga a outras instituições, como a Cinemateca Portuguesa, e se estende até 05 de junho.

Organizada em oito núcleos temáticos, a exposição põe em relevo as pesquisas matemáticas e geométricas de Almada em pintura, as obras em espaço público, na cidade de Lisboa, o caráter de narrativa gráfica que se encontra em vários dos seus trabalhos, o diálogo com o cinema e a importância do autorretrato na sua obra, entre muitos outros aspetos do seu trabalho.

Na galeria principal da fundação, a pintura e o desenho do autor do romance “Nome de guerra” cruzam-se com trabalhos feitos em colaboração com arquitetos, escritores, editores, músicos, cenógrafos ou encenadores.

Na sala do piso inferior do edifício principal da Gulbenkian, acrescenta a fundação, será destacada a presença do cinema e da narrativa gráfica, a que se juntam obras e estudos inéditos daquele que assinou “O manifesto anti-Dantas e por extenso”.

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