“Révolutions Xenakis”, que a Fundação Calouste Gulbenkian inaugura a 03 de dezembro, em Lisboa, é a exposição que esteve este ano na Cite de la Musique, em Paris, em coprodução com a Philharmonie de Paris, para assinalar o centenário do nascimento do criador de “Metastasis”.

Com curadoria de Mâkhi Xenakis, filha do compositor, e de Thierry Maniguet, musicólogo e conservador, a exposição divide-se em seis núcleos para dar a conhecer “a génese, o contexto e o processo criativo das notáveis arquiteturas sonoras daquele que se afirmou como um dos compositores mais inovadores e influentes do século XX”.

Segundo a fundação, a exposição apresentará, por exemplo, uma instalação de luz e som no teto do espaço central, e a recriação do estúdio onde Xenakis desenvolveu o seu trabalho, com os livros da sua biblioteca “que dão testemunho da sua paixão pelas culturas grega e não europeia, e também pela música, filosofia, natureza, arquitetura e matemática”.

A Fundação Calouste Gulbenkian recorda que Iannis Xenakis, nascido no seio de uma comunidade grega na Roménia, foi arquiteto, engenheiro e entusiasta da matemática e da informática.

“A sua escrita, baseada na matemática e na representação gráfica da notação musical, revolucionou a noção de som musical, e o seu conceito de massas sonoras esteve na origem de timbres inauditos. Pioneiro em vários domínios, como a música eletroacústica ou a informática musical, os seus célebres espetáculos de luz e som conquistaram um vasto público, constituindo uma das marcas distintivas do seu notável trabalho”, salienta a fundação.

A propósito de “Révolutions Xenakis”, a Gulbenkian, que encomendou várias obras ao compositor, como o quarteto “Tetras”, incluirá uma mostra documental sobre a relação com Xenakis, nomeadamente registos sonoros de concertos com obras suas, correspondência, conferências ou fotografias de cursos e eventos em que participou.

No âmbito do centenário de Xenakis, aquela fundação programou concertos com obras emblemáticas do compositor. A 02 e 03 de dezembro fará “a recriação moderna de uma peça histórica, ‘Polytope de Cluny’, uma obra revolucionária composta no início dos anos 1970.

A exposição “Révolutions Xenakis” ficará patente até 27 de março de 2023.

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