Nesta edição, o festival irá retomar, em vários espaços culturais da capital, a apresentação de obras que intersetam as artes performativas e audiovisuais, em dois momentos, abrangendo teatro, dança, instalação e performance. O segundo momento de festival acontecerá em outubro e novembro.

Durante o Momento I que agora se inicia, serão também apresentadas as obras “Mappa Mundi”, de Joana de Verona e Eduardo Breda, na Galeria Appleton, “Andrómeda”, de Luciana Fina, nas Carpintarias de São Lázaro, e “Perfect Match”, pela companhia de teatro Hotel Europa, no Centro de Artes de Lisboa/Primeiros Sintomas.

Este mesmo parceiro do Temps d’Images receberá ainda “YOLO”, de Sara Inês Gigante, enquanto as obras “Kit de Sobrevivência em Território Masculino”, de Marion Thomas, e “Sprites of Meadowlands”, de Mateja Rot, irão ser apresentadas no Jardim do Príncipe Real.

“Apresentamos agora sete peças, estreias absolutas ou na cidade, e em outubro e novembro voltamos para outras tantas. Podemos participar e viabilizar este encontro nos domínios do teatro, dança, performance e instalação”, indicou a diretora artística, Mariana Brandão, quando a programação foi anunciada, em abril.

A curadora afirmava ainda no texto de apresentação, sob o título “Tudo muda? Tudo muda”, que o certame “andou na corda bamba, entre resistência e resiliência, em direção à oportunidade de encontrar, presencialmente, aquilo que agora propõe”.

O Momento II desta edição do festival multidisciplinar acontecerá de 22 de outubro e 07 de novembro, com um programa a anunciar.

Devido aos constrangimentos para conter a pandemia, desde 2020, salas de espetáculos, museus e galerias de arte têm sido encerrados por longos períodos e os artistas estiveram impedidos de apresentar os seus trabalhos ao vivo. Vários festivais foram cancelados e obrigados a fazer reagendamentos.

O Temps d’Images, “festival debruçado sobre as possibilidades da criação artística vivida num determinado espaço e tempo partilhados, quer continuar a existir, mas não quer ser empurrado. Quer adaptar-se às soluções, problemas, propósitos e ações dos artistas que o inventam, continuando sempre a perguntar”.

Em 2020, a 18.ª edição do certame seria a primeira dividida em dois momentos, mas foi forçada a cancelar devido ao contexto da pandemia, e a reagendar a programação na totalidade para o segundo momento, que decorreu em outubro e novembro do ano passado.

Desde a sua criação, em 2003, e ao longo de 18 edições, passaram pelo Temps d’Images mais de 350 peças de autores nacionais e internacionais, de diversos formatos e géneros, incluindo performance, teatro, instalação, cinema, dança, fotografia ou música.

O Temps d’Images é uma produção DuplaCena/Horta Seca, financiada pela Direção-Geral das Artes e pela Câmara Municipal de Lisboa.

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