Presidido pela atriz Cate Blanchett, o júri decidiu atribuir o prémio máximo do festival a um filme que acompanha uma mulher (Frances MacDormand) que decide mudar de vida, depois de ter perdido tudo numa grande crise económica, passando a viajar e a viver de forma nómada.

“Nomadland” era um dos filmes da competição oficial de Veneza, onde se estreou por uma escolha partilhada com outros festivais de cinema – Toronto e Nova Iorque – que este ano viram as respetivas edições afetadas por causa da pandemia da covid-19.

O júri da 77.ª edição do festival italiano decidiu ainda atribuir o Leão de Prata – de melhor realização – ao realizador japonês Kiyoshi Kurosawa, pelo filme “Wife of a Spy”.

“Nova Ordem”, de Michel Franco, venceu o Grande Prémio do Júri e “Dear Commrades”, de Andréi Konchalovsky, o prémio especial.

Destaque ainda para os prémios de interpretação para Vanessa Kirby, em “Pieces of a Woman”, e Pierfrancesco Favino, por “Padrenostro”. O prémio de melhor intérprete emergente foi para Rouhollah Zamani, por “Sun Children”.

Na secção ‘Horizontes’, no qual a realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa venceu o prémio especial do júri com o filme “Listen”, Ahmad Bahrami venceu o prémio de melhor filme com “The Wasteland”, e Pietro Castellitto o de melhor realização com “I predatori”.

Ana Rocha de Sousa foi ainda distinguida com o Leão do Futuro – ‘Luigi di Laurentiis’, atribuído a uma primeira obra, com aquele filme.

Nesta secção estava também a curta-metragem “The Shift”, de Laura Carreira, que o júri escolheu para ficar automaticamente nomeada para os prémios do cinema europeu, os European Film Awards deste ano.

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