Segundo comunicado do TNSC, trata-se “de uma obra sobre a infância, sobre o respeito e a liberdade”, uma “partitura mágica, plena de encanto, subtileza e emoção”, que transmite “uma ideia perfeita do poder da feitiçaria de Ravel, da sua capacidade de dar vida a mundos maravilhosos”.

Um conjunto de nove cantores portugueses é acompanhado pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos, o Coro Juvenil de Lisboa e a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP).

Os nove cantores líricos, que se desdobram em diferentes papéis, são Raquel Luís, Bárbara Barradas, Carolina Figueiredo, Sónia Alcobaça, Carla Caramujo, Ana Franco, João Pedro Cabral, Tiago Matos e Ricardo Panela.

“L’enfant et les sortilèges”, que se estreou em 1925, está em cena no TNSC na quinta, sexta-feira e sábado, voltando ao palco em 04, 05 e 06 de janeiro. Esta fantasia lírica não é apresentada neste teatro desde a temporada de 1986/87.

A última composição lírica de Ravel (1875-1937) foi “especialmente pensada para o público familiar” e o seu ponto de partida “é uma criança desobediente que destrói e maltrata os objetos que a rodeiam”, que, subitamente, ganham vida e “enfrentam o pequeno rebelde, repreendendo-o pelo seu comportamento que há muito os magoa e atormenta”.

“Ao dar-se conta das consequências das suas ações, a criança, através de uma viagem espiritual, conhece o amor, a amizade e o perdão”, refere nota do TNSC, que realça o libreto de Sidoine Gabrielle Colette (1853-1954), que “tem qualidades musicais inegáveis: o jogo das onomatopeias, as assonâncias, a alternância entre diferentes sonoridades e acentuações”.

“Muitas das personagens são definidas tanto pela sonoridade das palavras como pelo seu significado, numa perfeita conexão entre as palavras e a música”, salienta o TNSC.

Joana Carneiro, de 41 anos, é, desde 2014, maestrina titular da OSP e, paralelamente, maestrina convidada da Orquestra Gulbenkian. Este mês, a maestrina dirigiu a Real Orquestra Filarmónica de Estocolmo na cerimónia de entrega dos Prémios Nobel.

Quanto ao encenador, o britânico James Bonas, estudou Psicologia e Filosofia na Universidade de Oxford, em Inglaterra, e foi ator. Segundo nota do TNSC, desenvolveu a carreira de encenador “abrangendo do teatro clássico e ópera contemporânea à inovação com a utilização de vídeo e animação”.

A encenação de “L’enfant et les sortilèges” foi estreada o ano passado, na Ópera de Lyon, em França.

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