O festival, que começou hoje, conta com algumas dezenas de personalidades do cinema, que estarão nas sessões programadas, como a atriz italiana Monica Bellucci – que recentemente decidiu mudar-se para Lisboa -, que estará no sábado no cinema Monumental para apresentar o filme “Malèna” (2000), de Giuseppe Tornatore.

Praticamente à mesma hora, durante a tarde, o escritor austríaco Peter Handke apresentará, no Nimas, o filme “A mulher canhota”, que escreveu e realizou nos anos 1970. Já no domingo, no Monumental, estreia-se “Os belos dias de Aranjuez”, de Wim Wenders, a partir de uma peça do autor.

Ainda no sábado, o realizador romeno Cristian Mungiu estreará em Lisboa a quinta longa-metragem, “O Exame”, que lhe valeu este ano o prémio de melhor realizador, no Festival de Cannes.

No âmbito das várias retrospetivas, o LEFFEST contará neste fim-de-semana com as presenças dos realizadores Jerzy Skolimowski e Agustín Diaz Yanes, ambos homenageados nesta edição.

Skolimowski, um dos nomes fundadores do Cinema Novo polaco, estará no cinema Monumental este sábado a apresentar os filmes “Walkover” (1965), no qual interpreta o papel de um pugilista, e “Le départ” (1967), que apresentará juntamente com o ator Jean-Pierre Léaud.

O realizador estará em Portugal durante a próxima semana, antestreando, em Lisboa, o mais recente filme, “11 minutos”, já exibido no festival de Veneza, distinguido como melhor filme na edição de 2015 do LEFFEST.

Autor de cinco filmes, o realizador e escritor espanhol Agustín Díaz Yanes recordará em Lisboa “Capitão Alatriste”, de 2006, que adapta os romances de Arturo Pérez-Reverte, protagonizado por Viggo Mortensen, e ainda “Solo quiero caminar” (2008).

O cinema de Jean-Luc Godard tem este ano lugar cativo no LEFFEST, com uma retrospetiva integral da obra, com sessões de cinema em simultâneo em várias salas de Lisboa.

Jean-Pierre Léaud, um dos atores mais ligados a Godard – e também a François Truffaut -, conversará com o público português no domingo, no Nimas, depois do filme “Masculino Feminino” (1966), com o qual venceu um Urso de Prata de representação, em Berlim.

A realizadora portuguesa Teresa Villaverde, também ela homenageada nesta edição, estará no domingo no Nimas, para falar de “Transe”, juntamente com a atriz Ana Moreira, e de “A favor da claridade”, com o artista plástico Pedro Cabrita Reis.

Da programação de fim-de-semana destaca-se ainda a exibição, em 3D, do documentário “One more time with feeling”, de Andrew Dominik, sobre o processo criativo em torno do último álbum dde Nick Cave, “Skeleton Tree”.

O extenso programa do Lisbon & Estoril Film Festival termina no dia 13 e, a par do cinema, contará ainda com teatro e com a presença de vários escritores, entre os quais o poeta sírio Adonis, o autor espanhol Enrique Vila-Matas e o norte-americano Ron Padgett, autor do poemas que surgem no filme “Paterson”, de Jim Jarmusch.

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