A abrir o festival, que decorre no Cinema São Jorge, será exibido em antestreia “The Green Knight”, de David Lowery e protagonizado por Dev Patel, que, de acordo com Pedro Souto, da direção do MOTELX, “traz uma transformação da mística arturiana, numa espécie de eco-terror medieval, um épico impressionante a nível de imagem, que irá depois estrear-se em sala”.

Na 15.ª edição, o festival “continua com forte destaque ao cinema português”.

Pedro Souto destaca “Um fio de baba escarlate”, de Carlos Conceição, que será exibido na quarta-feira, incluído na competição de melhor longa-metragem europeia, numa sessão na qual serão ainda mostradas as curtas “O lobo solitário”, de Filipe Melo, e “A terra do não retorno”, de Patrick Mendes, ambas em competição.

Na competição de melhor longa-metragem europeia, que inclui oito filmes, a organização destaca também “The deep house”, da dupla Alexandre Bustillo e Julien Maury, “que regressa com uma casa assombrada debaixo de água”.

Pelo prémio de melhor ‘curta’ de terror portuguesa, no valor de cinco mil euros, competem 12 filmes, que integram também a competição de melhor ‘curta’ europeia, onde estão também outros oito filmes estrangeiros.

Nesta edição, a secção Quarto Perdido — O Coração das Trevas Português é dedicada “à trilogia inacabada do Ultramar, com ‘Inferno’ e ‘Purgatório’, de Joaquim Leitão e com produção de Tino Navarro”.

Pedro Souto lembra que “a ideia era fazer três filmes, mas faltou filmar o ‘Paraíso’, que seria o último”. Embora não sejam “filmes puramente de terror, misturam esse género”.

A organização do festival considerou que o ano em que se assinalam os 60 anos do início da Guerra Colonial seria “um momento também para perceber, não só esses fantasmas, mas também por que é que não há mais adaptações sobre esse momento trágico, mas que pode inspirar uma série de filmes”.

A programação inclui ainda filmes como “Black Medusa”, de Ismael e Youssef Chebbi, e terá uma retrospetiva intitulada “Fúria Assassina – Mulheres Serial Killer”, contando com, entre outros, “Condessa Sangrenta”, de Julie Delpy, e “Monster”, com Charlize Theron.

Como tem acontecido em anos anteriores, a direção programou uma série de eventos que antecipam o festival, com propostas que cruzam o cinema com outras artes, que se iniciaram na quinta-feira.

Na sexta-feira, foi inaugurada no Cais do Sodré a exposição “Vizões do Ego”, a “primeira incursão na pintura do cineasta Edgar Pêra, que traz alguns demónios, mas também um universo fantástico, expressionista”.

A mostra estará patente até 03 de outubro.

Hoje, às 21:30, há cinema ao ar livre no Largo Trindade Coelho, com a exibição de “Bubba Ho-Tep”, de Don Coscarelli, uma “história meio louca em que Elvis Presley e JFK estão escondidos, já são mais velhos, vivem num lar, e entretanto são atacados por uma múmia egípcia”.

“É uma odisseia louca, que aconselhamos vivamente”, afirmou Pedro Souto, explicando que a entrada é livre, sujeita a reservas através do email geral@motelx.org.

O MOTELX termina no dia 13 de setembro e a sessão de encerramento está marcada para o dia anterior, com a exibição de “The night house”, de David Bruckner.

Ainda este ano, numa parceria com a exibidora NOS, o festival programará “A Volta a Portugal MOTELX”, com sessões de cinema de terror fora de Lisboa, em nove cidades.

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