De acordo com o MUDE, num comunicado hoje divulgado, esta entrada de parte do acervo do CPD foi feita através da doação da Biblioteca de Arte – Fundação Calouste Gulbenkian.

O núcleo doado tem quase 1800 itens, desde livros, catálogos, periódicos, material promocional, sobre a teoria, a história, a pedagogia, a prática e a produção de design, em termos nacionais e internacionais.

Entre as várias áreas cobertas, o museu destaca a documentação sobre legislação, ‘marketing’ e ‘branding’, gestão e administração, ecologia e sustentabilidade.

Entre a documentação encontra-se a 1.ª Exposição Design Português, a Revista DOMUS 892, a Revista Graphis 334, a publicação “Histoire de la mode” e a Revista Industrial Design 3.

O museu recorda que um dos eixos da estratégia do MUDE – Coleção Francisco Capelo é a constituição de uma Biblioteca de Design a abrir a investigadores, estudantes, profissionais e restante público após a finalização das obras de requalificação integral do edifício na rua Augusta, que deverão estar concluídas em 2019.

Nesta linha, esta doação “constitui um importante contributo para o desenvolvimento da coleção da Biblioteca de Design, tendo sido aprovada por unanimidade em reunião extraordinária de Câmara Municipal de Lisboa de dia 07 de junho de 2018″, refere.

A extinção do CPD, em 2013 – após 28 anos de atividade – causou polémica entre os profissionais devido ao apoio que a entidade dava nesta área a nível nacional, que reuniu alguns dos ‘designers’ mais importantes do país, como Daciano da Costa e Sebastião Rodrigues.

A entidade foi extinta, na altura, por razões económicas invocadas pelo Ministério da Economia, que tutelava o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, um dos associados do CPD, situado no Paço do Lumiar, em Lisboa.

As suas áreas de intervenção eram, entre outras, a internacionalização do design português, a sensibilização e divulgação desta disciplina junto do público e a concretização de projetos e parcerias.

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