É neste contexto que Roger Waters afirma estar a considerar planear um concerto semelhante ao de Berlim, em protesto contra o muro que Donald Trump prometeu erguer na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Esta revelação foi feita durante uma rara aparição do artista, em Londres, onde está a promover a exposição “Pink Floyd - Os Restos Mortais”.

“Antes disto acontecer, é necessário que primeiro se desperte destas políticas de extrema-direita. Os esgotos vão sendo alimentados por homens poderosos e gananciosos, enquanto eu falo consigo”, disse o artista à agência AFP.

Roger Waters sublinhou que o álbum "The Wall" é “sobre quão prejudicial pode ser a construção de muros a nível pessoal”.

Esta não é a primeira vez que Waters critica Donald Trump publicamente. Em outubro, na Cidade do México, durante um concerto na Zocalo Square, o artista expôs imagens do então candidato republicano com a palavra “Charadas” escrito no rosto e uma imagem de Donald Trump a fazer uma saudação nazi.  A exposição foi feita durante a performance da música “Pigs (Three Different Ones)", em português, “Três Porcos Diferentes”.

Uma exposição que é um tributo a quem acompanhou os Pink Floyd ao longo de meio século

A exposição "Pink Floyd - Os Restos Mortais" surge no contexto da celebração dos 50 anos desde o lançamento do primeiro single do grupo, "Arnold Layne". Vai expor a história da banda e de quem ajudou os Pink Floyd a crescer ao longo dos anos. “O que se percebe é que houve centenas de pessoas com quem trabalhámos, como engenheiros de som, técnicos, etc, e de quem recebemos uma grande ajuda.”, disse Roger Waters.

A exposição estará aberta ao público a partir de 31 de maio e até 1 de outubro.

Os Pink Floyd foram formados em 1965 por quatro estudantes da Universidade de Cambridge e contam com mais de 50 anos de carreira musical. Durante esse período, venderam mais de 200 milhões de álbuns por todo o mundo , entre eles, o álbum “The Wall”, de 1979. É considerada o melhor álbum da banda e um dos melhores de sempre.

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