“Este edifício vai estar concluído em junho”, afirmou o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, durante uma visita que efetuou àquele espaço no centro do Funchal.

Miguel Albuquerque realçou que o projeto representa um investimento de um milhão de euros e é um imóvel onde vai “ficar consignada a maior coleção de fotografia de Portugal”.

“Esta é uma obra há muito tempo ansiada, sendo urgente a requalificação do património regional”, referiu o chefe do executivo madeirense.

Albuquerque salientou que se trata de um edifício do século XX que está a ser “totalmente restaurado e será um espaço importante do ponto de vista da atividade turística, de recuperação e projeção do património” desta região.

Também referiu que o projeto inclui um espaço para exposição temporária e permanente, estando a ser recuperado o estúdio de fotografia da família Vicentes, que residiu naquele edifício, uma cafetaria e uma loja.

Por seu turno, o responsável pela área museológica do Governo Regional, Francisco Clode, complementou que para abrir as portas ao público, depois da conclusão das obras, ainda é necessário um período aproximado de seis meses para a instalação do espólio.

Francisco Clode disse que o processo passa pela “reconstituição, reaproveitamento, conservação e restauro de todas as funcionalidade de um ateliê do século XIX”, ao qual se junta a “historia do próprio ateliê da família Vicentes”.

“Mas é muito mais do que isso”, realçou, destacando que inclui coleções de outras casas de fotografia importantes da Madeira, como os Perestrelos, a Foto Sol, Figueira.

Francisco Clode sublinhou que será um “museu sobre a história da fotografia, embora esteja centrada num dos raríssimos estúdio de fotografia do séc. XIX que sobrevivem na Europa”.

Aquele responsável apontou que “a ideia é que o museu tenha uma área de exposição permanente onde se conta a história da família Vicente, da fotografia na Madeira”.

Contudo, acrescentou, também terá um espaço destinado a exposições temporárias, onde possam estar mostras mais contemporâneas e outros suportes de imagem para “fazer rodar o quase o milhão e meios de negativos fotográficos que constitui a coleção deste museu que está a ser tratado e integrado no Arquivo Regional da Madeira”.

Clode mencionou que, destes dispositivos, cerca de “3.500 estão disponíveis na plataforma do Arquivo Regional que está a ser tratado para ser disponibilizado”.

O mesmo responsável salientou a possibilidade de investigação nesta área, lembrando a importância da Madeira na rota do turismo, o que fez com que muitas pessoas disponham de fotos antigas da ilha, podendo ser feitas “pontes com outros museus”.

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