O estudo “Por uma Sociedade de Aprendizagem”, dos economistas norte-americanos Joseph E. Stiglitz e Bruce C. Greenwald defende que “nada é mais importante do que educar os jovens para a criatividade” e desenvolver um sistema educativo centrado. É também “necessário” aprender, de forma sistemática e programada, ao longo da vida.

“Nas nossas instituições educativas tem sido dada muita atenção à aprendizagem nas primeiras etapas da vida, mas muito mais relevante é a educação que ocorre noutros lugares, incluindo no local de trabalho”, afirmam.

Para Stiglitz, Prémio Nobel da Economia, e Greenwald, professor da Columbia Business School, a criação de uma “economia de aprendizagem” só pode ser eficaz caso venha a ser reconhecida a complementaridade entre as diferentes dimensões da educação dos cidadãos.

Para o efeito, afirmam, é necessário conceber sistemas educativos formais e programas de formação nos locais de trabalho que sejam complementares entre si.

Os autores referem que no “modelo antigo”, as “boas empresas” providenciavam formação no local de trabalho, o que se tornava vantajoso visto que a rotatividade de pessoal era normalmente pouco expressiva.

Atualmente, os movimentos de rotatividade são mais rápidos e, por isso, as empresas não conseguem tirar “tanto partido” da educação e da formação que é disponibilizada aos trabalhadores.

Por isso, escrevem, é necessário que os encargos da aprendizagem se alterem transferindo-os para o “próprio indivíduo e para o Estado”.

Para Stiglitz e Greenwald “felizmente” existem novas tecnologias em desenvolvimento que disponibilizam cursos ‘online’ abertos ao público em geral, de grande qualidade e gratuitos como os "MOOC" – Massive Open Online Courses.

As questões ligadas à educação e formação profissional são apenas um dos aspetos das novas análises dos dois economistas sobre formas de criação de uma economia no quadro de uma sociedade de aprendizagem – e como o Estado “pode e deve intervir” para melhorar o bem-estar social.

O livro refere-se também a assuntos interligados como a propriedade intelectual e o papel das políticas industriais e comerciais na criação de uma sociedade de aprendizagem, criticando políticas defendidas “tradicionalmente” por economistas que impedem o acesso aos processos de conhecimento.

“Por uma Sociedade de Aprendizagem – Repensar o Crescimento, o Desenvolvimento e o Comércio Livre” (Bertrand Editora, 599 páginas), de Joseph E. Stigliz e Bruce C. Greenwald foi lançado este mês em Portugal.

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