O MNAA, tal como todos os museus nacionais, monumentos e palácios, está encerrado ao público por causa da pandemia da doença Covid-19, e não tem data prevista de reabertura, pelo que poderá afetar o cronograma de restauro daquele tesouro nacional da pintura portuguesa.

Joaquim Caetano explicou que a equipa internacional de trabalho envolvida no restauro tem estado em permanente contacto, mas “o restauro propriamente dito, que devia começar em maio, só é possível quando o museu reabrir”.

O semanário Expresso noticiou hoje que o projeto de restauro dos Painéis de São Vicente “entrou agora em quarentena, mas vai decorrer ‘online’” entre o MNAA e os técnicos internacionais.

À Lusa, Joaquim Caetano explicou que ficou decidido, com projeto de arquitetura já delineado, que o restauro será feito ‘in loco’, no espaço visitável do museu, ou seja, visível para os visitantes.

O restauro será feito no âmbito de um protocolo mecenático trienal com a Fundação Millennium BCP, envolvendo um apoio financeiro de 225 mil euros.

Os Painéis de São Vicente, um conjunto de seis pinturas atribuídas a Nuno Gonçalves (século XV), são uma das obras mais emblemáticas da arte portuguesa.

Apesar de o museu nacional permanecer fechado, Joaquim Caetano explicou que estão a funcionar em regime de teletrabalho, com rotação de horários de técnicos e vigilantes, e a preparar as exposições que estavam planeadas para este ano.

A abertura das exposições, nomeadamente uma de Julião Sarmento e outra sobre Cristandade e o Islão, poderá ser afetada ainda por causa do estado de emergência.

“Depende muito do tempo que tivermos restrições, porque quanto mais longo for o período de restrição de uma vida normal, mais teremos de adiar os eventos que tínhamos programados, como novas exposições para abrir”, disse.

O MNAA iniciou ainda na quinta-feira uma série de vídeos na Internet, intitulados “A arte é uma ponte que no une”, nos quais conservadores explicam e descrevem obras de arte da coleção.

Os dois primeiros, com a participação de Joaquim Caetano, foram dedicados à pintura “São José e o Menino Jesus”, da pintora Josefa d’Ayala, e “Virgem, o Menino e Anjos”, do pintor Gregório Lopes.

“A ideia é muito simplesmente manter o contacto com o nosso público e aproveitar para comunicar diretamente. É manter a relação que temos criado com o nosso público e aproveitar este período para falar um pouco sobre as nossas obras”, afirmou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

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