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Inaugurada a 23 de fevereiro, a exposição recebeu quase 30 mil visitantes no primeiro mês, segundo divulgou o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).
"A Cidade Global - Lisboa no Renascimento" abriu envolta em polémica porque os historiadores Diogo Ramada Curto e João Alves Dias lançaram dúvidas, no semanário Expresso, sobre a autenticidade das peças centrais: os dois quadros "A Rua Nova dos Mercadores", ponto de partida da exposição, e "O Chafariz d’El-Rei", que apresentam cenários da Lisboa do século XVI.
Após terem realizado análises técnicas, o MNAA confirmou esta semana que o "O Chafariz d’El-Rei", da Coleção Berardo, foi pintado na segunda metade do século XVI, mas não foram realizadas peritagens aos dois quadros "A Rua Nova dos Mercadores", porque o proprietário - a Sociedade de Antiquários de Londres - não autorizou.
A mostra da Lisboa renascentista - que revela uma capital no apogeu da globalização da época, devido aos Descobrimentos portugueses - reúne 250 peças, desde pintura, escultura, artes decorativas e até animais empalhados.
"A Rua Nova dos Mercadores", que os investigadores têm situado entre 1590 e 1610, está dividida em dois painéis, enquanto "O Chafariz d'El-Rei" terá sido pintado entre 1570 e 1580.
Pintura, astrolábios, livros, animais empalhados, porcelanas, caixas decoradas com madrepérola, rosários, tapeçarias, azulejos e mobiliário são algumas das peças que podem ser vistas nesta exposição.
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