Foi um dos grandes anúncios para 2020. Vem aí "Bem Bom", o filme que levará ao cinema a história da primeira girlband portuguesa. Faltava só saber quem iria vestir a pele das quatro cantoras que formaram, nos anos 80, as Doce. E a resposta não demorou.

Na apresentação oficial, que decorreu esta quinta-feira na sala de espetáculos Lisboa ao Vivo, os nomes foram revelados: Carolina Carvalho (Helena Coelho), Bárbara Branco (Fátima Padinha ou apenas "Fá"), Lia Carvalho (Teresa Miguel) e Ana Marta Ferreira (Laura Diogo). Entre as novidades está também a data de estreia, a 25 de junho, e uma série com o mesmo nome e com transmissão na RTP.

Quarenta anos depois da sua formação, esta será uma oportunidade para voltar a ouvir temas como "Ok, Ko", "Ali Babá", "Quente, Quente, Quente" ou "Amanhã de Manhã". A longa-metragem, com produção da Santa Rita Filmes, será realizada por Patrícia Sequeira, que assinou no ano passado o aclamado "Snu", com argumento de Filipa Martins e de Cucha Carvalheiro e consultoria histórica de Helena Matos.

“Bem Bom” vai buscar título à canção homónima que as Doce levaram ao festival da Canção da RTP em 1982 e que representou Portugal no Festival da Eurovisão esse ano. No lançamento Patrícia Sequeira contou que sonha com este projeto "desde criança". "As Doce são uma memória feliz e foi esse o meu ponto de partida", partilhou com a imprensa.

Se tivesse de escolher uma música do quarteto, escolheria a "É Demais". Tema que acabava de ser cantado no palco do Lisboa ao Vivo, já na voz das quatro atrizes, quando falava com o SAPO24.

"Hoje temos uma visão muito clara disso, mas elas já estavam mesmo muito à frente do seu tempo", respondeu quando questionada sobre se a girlband também foi demais para o período em que surgiu. Dessa forma, "Bem Bom", o filme, revela a "história de superação de uma banda, contra tudo e contra todos".

"Percebemos com o 'Variações' que muita gente tem vontade de ver a música e os artistas portugueses no grande ecrã. O filme revelou números que são muito entusiasmantes para nós", conta assumindo grande expectativa no caráter ainda hoje "universal" das Doce.

Depois do filme, que termina com a estreia das Doce no Festival da Canção, a história irá continuar numa série da RTP1 que estreia "em setembro ou outubro". Contada em sete episódios "está muito mais focada na história delas e em tudo o que acontecia nos bastidores".

Sobre a escolha das atrizes, e não de cantoras para representar os papéis, a realizadora afirmou que a "prioridade era saber representar". "Isto é uma obra de ficção e é preciso saber representá-la", declarou.

Estes são, para já, os detalhes conhecidos da produção, que conta com o apoio de várias entidades, como a MEO e a Galp, e cujas filmagens arrancam a 21 de janeiro.

Uma coisa é certa, não espere ver "as Doce originais" em cena. "A homenagem será prestada, mas a sua participação não foi contemplada", rematou Patrícia Sequeira.

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