A intervenção do ator Jean-Claude Van Damme ajudou a salvar a vida de Raya, uma chihuahua, de três meses, enviada da Bulgária para a Noruega com um passaporte inválido.

"Chama-se Raya e não pôde ser registada devido ao passaporte falso. Por isso, a Noruega ameaçou eutanasiá-la caso as autoridades búlgaras não se responsabilizassem por ela", explicou à AFP Yavor Guetchev, da associação Vier Pfoten – "Quatro Patas".

O seu comprador, de nacionalidade norueguesa, criou uma petição online que terá chamado a atenção do ator.

"Para o meu aniversário, peço às autoridades [búlgaras]: mudem vossa decisão (...). Não podem matar a pequena chihuahua", pediu Van Damme durante o fim de semana num vídeo partilhado nas redes sociais.

Por fim, a Bulgária, que justificou sua decisão pelas estritas regras sanitárias da União Europeia – que proíbem a entrada no território de animais vivos com documentos de viagem irregulares – decidiu abrir uma exceção e aceitar o retorno de Raya.

"Devemos dar os parabéns as autoridades búlgaras por serem flexíveis, mas elas precisam exercer um controlo mais rígido sobre a criação clandestina e as redes ilegais de comércio de animais", afirmou Guetchev.

Vários países da Europa central e oriental, como Eslováquia, Hungria e Bulgária, “especializaram-se” na criação de cães de raça, que depois são vendidos na Europa ocidental, explicou o responsável da associação.

Comprar um chihuahua é dez vezes mais caro na Noruega do que na Bulgária, onde o tráfico ilegal de animais prevalece.

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