Esta perceção de falta de representação tem vindo a crescer nos últimos meses e subiu nove pontos percentuais desde novembro de 2016, segundo a sondagem da consultora Ipsos publicada pelo diário brasileiro O Estado de São Paulo.

“Segundo a opinião pública, os eleitos não representam os eleitores”, afirmou Rupak Patitunda, um dos responsáveis pela sondagem, que foi realizada entre 1 a 14 de julho junto a uma amostra de 1.200 pessoas de 72 municípios do Brasil.

Em 86% das entrevistas, os inquiridos consideraram que a democracia não é respeitada no Brasil. A maioria indicou, no entanto, que continua a acreditar que este é o melhor regime para o país.

Cerca de 81% dos inquiridos concordaram que o problema do país “não é o partido A ou B”, mas sim o próprio sistema político.

E 81% afirmou acreditar que no Brasil “nem todos são iguais perante a lei”.

O descrédito da classe política no Brasil e a falta de representatividade coincide com o aumento dos casos de corrupção e de suspeita de corrupção que nos últimos anos têm tocado elementos de todos os quadrantes partidários e nos mais diversos cargos, incluindo o atual Presidente do Brasil, Michel Temer.

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