Com a morte de Ruth Bader Ginsburg, e o lugar que deixa vago, Donald Trump poderá fazer a terceira indicação no seu mandato para o Supremo Tribunal, alinhando-o ainda mais à direita. O presidente tem a maioria republicana no Senado, que em última instância responde pela aprovação do nome indicado.

O Executivo há muito que se preparava para substituir RBG, designação como a juíza era conhecida pelas suas iniciais, devido ao facto de se encontrar doente e ter que ser muitas vezes hospitalizada.

A 9 de setembro, Trump divulgou uma lista de candidatos potenciais num gesto destinado a mobilizar os seus eleitores, especialmente aqueles que se opõem ao aborto.

Trata-se de uma lista apenas indicativa. Na verdade, os dois juízes que indicou em 2017 e 2018 não estavam na lista inicial divulgada pela Casa Branca em 2016.  Mas aqui ficam os nomes que contam com a preferência de Trump:

Amy Coney Barrett, defensora da religião

Se for nomeada, Amy Coney Barrett seria a única juíza conservadora do Supremo Tribunal. As outras duas juízas são considerados progressistas.  Com 48 anos, criada num bairro de classe trabalhadora em Nova Orleans, frequentou um colégio católico, teve uma carreira brilhante enquanto estudante numa instituição da Igreja Presbiteriana no Tennessee e, finalmente, formou-se na Universidade Notre Dame em Indiana.

Foi assistente de Antonin Scalia, um juiz conservador do Supremo Tribunal que morreu em 2016.

Thomas Hardiman, um passado republicano

Juiz federal de segunda instância em Pittsburgh, Pensilvânia, Thomas Hardiman ganhou notoriedade ao afirmar, por exemplo, que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão, não permite que os cidadãos filmem polícias.

Com 55 anos, filho de um motorista de táxi, passou a infância em Massachusetts. Foi o primeiro de sua família a frequentar a universidade e, a trabalhar num táxi, pagou o curso de direito na Universidade de Georgetown.

Outrora republicano militante e conservador convicto, Hardiman trabalhou com a juíza Maryanne Trump Barry, irmã do presidente.

Em muitos casos envolvendo pessoas condenadas à morte, ficou do lado daqueles que defendiam aplicar a pena de morte.

Disse ser a favor de encarcerar aqueles que fossem detidos por um breve período e não apresentassem riscos de segurança.

Joan Larsen, um pilar conservador

Joan Larsen é uma magistrada do tribunal de segunda instância de Cincinnati de 51 anos que ganhou a reputação de forte conservadora, sendo contra conceder mais direitos aos homossexuais e a favor de maior firmeza em matéria de detenção penal.

Também foi assistente do juiz Scalia, professora de direito na Universidade de Michigan e atuou na Supremo Tribunal Federal do estado do Michigan.

Raymond Kethledge, um "originalista"

Raymond Kethledge, 53 anos, é juiz do sexto tribunal distrital de segunda instância, que cobre o estado de Michigan, cargo para o qual foi indicado pelo presidente George W. Bush.

Defensor fervoroso da livre iniciativa e dos direitos individuais, especialmente do direito à propriedade e ao porte de armas, pertence à escola de jurisprudência americana conhecida como "originalista", que considera que a Constituição deve ser interpretada de acordo com o significado que lhe foi dado pelos criadores.

Um senador?

Os senadores republicanos Ted Cruz, Tom Cotton ou Joshua Hawley também estão na lista de potenciais candidatos reunidos por Trump. A opção por qualquer um deles seria interpretada como uma decisão política e não baseada na lei.

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