De acordo com o CIVISA, o epicentro registou-se a cerca de 55 quilómetros da freguesia da Várzea, no concelho de Ponta Delgada.

O sismo foi sentido com intensidade máxima de IV na Escala de Mercalli Modificada, na freguesia dos Mosteiros.

O CIVISA continua a acompanhar o evoluir da situação.

A ilha de São Jorge, também nos Açores, regista desde 19 de março uma crise sísmica, tendo o maior abalo (3,8 na escala de Richter) sido registado no dia 29 do mesmo mês.

A crise estende-se ao longo de uma faixa desde a Ponta dos Rosais até à zona do Norte Pequeno – Silveira, segundo uma nota do CIVISA divulgada na quarta-feira.

Já foram sentidos pela população mais de 270 sismos dos mais de 33.700 registados.

A ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa "estado de repouso" e V6 "erupção em curso".

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição” e, quando há uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é “sentido dentro de casa” e “os objetos pendentes baloiçam”, sentindo-se uma “vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados”, segundo é referido no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Governo assinala decréscimo de abalos e mantém meios em São Jorge

O presidente do Governo dos Açores assegurou hoje que há “um decréscimo consistente” dos sismos registados e sentidos na ilha de São Jorge desde há dois meses, mas os meios e capacidade instalada mantêm-se “preparados para o pior”.

José Manuel Bolieiro falava aos jornalistas em Velas, ilha de São Jorge, precisamente dois meses após o início da crise sismovulcância que, de acordo com o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), já ultrapassou os 33.300 abalos desde 19 de março, dos quais 280 foram sentidos pela população.

“Tal como o CIVISA tem deixado expresso, há um decréscimo consistente de sismos, registados e sentidos. No entanto, apesar deste registo, com a rotação de meios e recursos humanos e capacidade instalada, vamos sempre estar preparados para o pior”, afirmou o chefe do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, no ‘briefinf’ semanal da Proteção Civil.

Questionado sobre os apoios do Governo ao setor empresarial e turístico de São Jorge, José Manuel Bolieiro revelou que vai encontrar-se hoje com os representantes dos empresários.

“Tal como assegurei desde a primeira hora, estamos solidários com a economia de São Jorge. Já temos muita coisa de apoios. E vamos estar, como sempre, disponíveis para reforço em caso de necessidade”, vincou.

O presidente do Governo destacou a “abertura ao diálogo” e a disponibilidade para acompanhar a evolução da situação, relativamente a perdas de rendimentos nos negócios devido à crise sismovulcânica.

Rui Marques, presidente do CIVISA, explicou que aquela entidade “pretende manter toda a capacidade de monitorização instalada na ilha de São Jorge até que haja alterações” à atual situação.

“Algumas das estações projetadas e colocadas na ilha de São Jorge vão ficar aqui de forma permanente”, disse.

O responsável indicou que a sismicidade na ilha de São Jorge “tem vindo a ter oscilações”.

“Desde o dia 10 e até ao dia 14, houve uma frequência diária entre 100 e 160 abalos. A partir do dia 16, tivemos decréscimo significativo”, referiu.

Quanto ao sismo de magnitude 4,0 na escala de Richter sentido hoje em São Miguel e aos sismos registados na ilha Terceira, Rui Marques disse serem fruto da “sismicidade que faz parte do enquadramento geodinâmico dos Açores”.

“É a sismicidade típica da região, que resulta da junção entre três placas tectónicas”, justificou.

(Artigo atualizado às 14:33)

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