Em declarações aos jornalista, tanto Collins – um dos senadores republicanos mais progressistas – quanto Manchin – um dos democratas mais conservadores – afirmam que Kavanaugh os fez acreditar há quatro anos que sua preferência era manter o ‘status quo’ da jurisprudência sobre o assunto.

No entanto, Kavanaugh – cuja confirmação em 2018 foi mais controversa a propósito de um suposto episódio de abuso sexual quando era estudante universitário veio a público – foi um dos seis juízes do Supremo Tribunal, que votou na passada sexta-feira a favor da revogação da proteção legal ao aborto, nos Estados Unidos, em vigor desde 1973.

“Sinto-me enganada”, disse Collins. Manchin, por sua vez, incluiu outro juiz, Neil Gorsuch, no mesmo pacote, dizendo que na época, confiava tanto em Kavanaugh quanto em Gorsuch quando estes lhe disseram que respeitariam a jurisprudência.

Collins e Manchin votaram a favor das confirmações de ambos os juízes e, especialmente no caso de Kavanaugh, ele poderia não ter recebido apoio suficiente se ambos os senadores se opusessem à sua confirmação.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos, de maioria conservadora, encerrou na sexta-feira com a proteção do direito ao aborto, em vigor desde 1973, com uma decisão polémica, que, segundo o Presidente Joe Biden, faz o país retroceder 150 anos.

A decisão foi aprovada com o apoio de seis dos nove juízes da mais alta instância judicial dos EUA e mantém uma lei estadual do Mississippi que restringe o aborto após 15 semanas de gestação.

No entanto, a maioria conservadora do Supremo decidiu ir mais além e revogar os precedentes estabelecidos no passado pelo próprio tribunal que protegia esse direito.

A decisão não foi uma surpresa porque o projeto de decisão chegou à comunicação social em maio passado.

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