O proprietário da empresa ‘Rota das Gravuras’, responsável pelo transporte, afirmou aos jornalistas que os passageiros são emigrantes e pessoas de férias que regressavam à Suíça depois de terem estado em Portugal em visita às famílias. A bordo seguia um grupo de 13 pessoas do concelho de Penafiel, distrito do Porto, sendo as restantes de localidades do concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda.

O proprietário da empresa do autocarro revelou que no autocarro “seguiam, pelo menos, três a quatro crianças” com cerca de 10 anos, e que três das vítimas mortais são oriundas do concelho de Vila Nova de Foz Côa. Narciso Ângelo contou que já falou com o filho, um dos dois motoristas que seguia no autocarro e que se encontra a realizar exames médicos, o qual lhe disse que a causa do despiste terá sido “o gelo que estava de madrugada na estrada”, acrescentando que o acidente ocorreu quando o veículo atravessava uma ponte.

O despiste de um autocarro hoje de madrugada em França provocou, até ao momento, quatro mortos, três feridos graves e 25 ligeiros, portugueses com destino a Genebra, Suíça, informou a Secretaria de Estado das Comunidades.

“O destino era Genebra e estariam a 230 quilómetros do destino final”, disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, adiantando que o acidente terá tido como “causa mais provável” o gelo, por se tratar de um despiste, mas ressalvando a necessidade de aguardar pela realização do inquérito.

Os passageiros do autocarro com destino a Genebra eram todos emigrantes, segundo a mesma fonte, e três desses portugueses inspiram cuidados: “Esperamos que assim não aconteça, mas é possível que entre os feridos graves possa haver algum que não resista aos ferimentos”.

O acidente aconteceu às 04:30 locais (menos uma hora em Lisboa).

O autocarro partira de Portugal a caminho da Suíça e despistou-se na Estrada Nacional 79, na direção Mâcon-Moulins, num troço da RCEA (Estrada Centro Europa e Atlântico), conhecida por ser uma estrada perigosa.

O piso escorregadio e uma velocidade "pouco adaptada" podem estar na origem do acidente com um autocarro com portugueses que fez hoje quatro mortos, no centro de França, corroborou à Lusa o autarca de Saône-et-Loire, Gilbert Payet. "O mais provável é um piso escorregadio, uma perda de controlo devido a uma velocidade pouco adaptada a estas condições de circulação. Isto parece o mais provável, mas cabe ao inquérito identificar as causas", adiantou.

Município de Vila Nova de Foz Côa disponível para apoiar famílias das vítimas

A Câmara de Penafiel está preparada para prestar todo o apoio às vítimas ou às respetivas famílias do acidente de autocarro que ocorreu em França, disse à Lusa o presidente Antonino Sousa.

"Naturalmente, a autarquia vai estar totalmente apostada em dar todo o apoio que seja necessário às vítimas e às famílias", destacou.

Quatro portugueses morreram hoje às 04:30 locais (menos uma hora em Lisboa) num acidente de autocarro numa estrada no centro de França, registando-se ainda três feridos graves e 25 ligeiros.

Os passageiros eram emigrantes e pessoas de férias que regressavam à Suíça depois de terem estado em Portugal em visita às famílias.

Entre os acidentados, segundo disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades, está pelo menos um casal com dois filhos do concelho de Penafiel, distrito do Porto.

O autarca de Penafiel acrescentou à Lusa não dispor ainda de informação oficial sobre a identificação, tipo e número de vítimas, apesar dos contactos que foram estabelecidos, nomeadamente com a Secretaria de Estado das Comunidades.

"Estamos, por todas as vias, a procurar informação oficial para podermos determinar o tipo de ação a desenvolver", acrescentou o presidente do Município.

Antonino Sousa disse lamentar o que aconteceu, "independentemente das consequências serem de uma forma ou de outra".

"São sempre trágicas, porque são cidadãos nossos que se dirigiam para um país estrangeiro e que tiveram esse acidente e deixam-nos naturalmente apreensivos", acrescentou.

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