Rio foi eleito líder parlamentar do PSD em 06 de novembro do ano passado com 89,87% dos votos, também sem oposição. Nessa eleição, votaram os 79 deputados do PSD, tendo 71 votado “sim” e registando-se seis votos brancos e dois nulos.

As eleições para escolher o sucessor de Rui Rio como líder parlamentar - que tinha prometido deixar o cargo após o congresso de fevereiro - chegaram a estar marcadas para março, mas foram adiadas devido à pandemia de covid-19 e, depois, para a atual direção concluir a reestruturação administrativa no grupo parlamentar e na sede.

Tal como tinha anunciado, na sua lista Adão Silva propõe a continuidade dos atuais ‘vices’ de Rui Rio - Carlos Peixoto, Luís Leite Ramos, Clara Marques Mendes, Ricardo Baptista Leite e Afonso Oliveira - e acrescenta como novidade nas vice-presidências a deputada Catarina Rocha Ferreira.

Mesmo nas coordenações das comissões parlamentares, Adão Silva mantém inalteradas 11 das 14 escolhas de Rui Rio, e as mudanças serão para resolver as demissões registadas nos últimos meses por divergências com a direção: Álvaro Almeida de coordenador na Comissão de Saúde e Pedro Rodrigues na Comissão de Trabalho e Segurança Social.

Para a Saúde, Adão Silva indicou como coordenador o deputado e dirigente Maló de Abreu - que até agora coordenava a Comissão de Negócios estrangeiros, que passará agora para Nuno Carvalho - e para a Segurança Social Helga Correia.

Como secretários da direção do grupo parlamentar, integram a lista de Adão Silva os deputados António Ventura e Hugo Carneiro, também secretário-geral adjunto do partido e o único que transita da lista de Rui Rio.

A lista de Adão Silva tem Rui Rio como primeiro subscritor e, na apresentação da candidatura, na terça-feira, o deputado por Bragança fez questão de salientar a “lógica de continuidade” e de elogiar o “excelente mandato” do seu antecessor “num tempo muito difícil”, prometendo, contudo, aumentar o número de reuniões da bancada.

“A minha candidatura é marcada, e quero que seja marcada, por uma lógica de unidade do grupo parlamentar, uma unidade que não se consome apenas no grupo parlamentar como tal, mas que nos deixa mais apetrechados e mais capazes para fazermos o trabalho que temos que fazer enquanto representantes do povo português na Assembleia da República”.

O parlamentar referiu também que fará “tudo o que for possível para que esta lista esteja profundamente coordenada com os órgãos” do PSD, nomeadamente a direção da Comissão Política, destacando que o grupo parlamentar é um dos órgãos do partido.

As eleições para escolher a futura direção da bancada realizam-se entre as 15:00 e as 18:00.

Adão Silva, 62 anos, foi eleito deputado pela primeira vez na V legislatura (1987-1989), sempre pelo círculo de Bragança.

Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, Adão Silva foi professor do ensino secundário e secretário de Estado da Saúde no Governo PSD/CDS-PP liderado por Durão Barroso (2002-2004).

Na semana passada, o deputado e antigo vice-presidente da bancada do PSD Pedro Pinto anunciou que tinha também intenção de concorrer ao cargo, mas na segunda-feira comunicou a sua desistência, dizendo que “há caminhos que não se fazem sozinho”, após ter tentado contactos na bancada com vista à apresentação de uma lista.

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