O julgamento começou com 131 arguidos, mas nove tiveram suspensão provisória do processo, segundo fonte judicial.

O adiamento da decisão prendeu-se com uma alteração não substancial de factos, relacionada com questões de pormenores como, por exemplo, a hora da realização dos exames, tendo sido dado dez dias à defesa.

Os arguidos, desde instrutores, examinadores e alunos de várias escolas de condução do Grande Porto, estão acusados de 1.142 crimes de corrupção e falsidade informática.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a que a Lusa teve acesso, os candidatos usavam auriculares e microcâmaras escondidos na roupa para filmar os ecrãs dos computadores durante a realização do exame do Código da Estrada e, assim, obter a resposta correta.

Fora do edifício, estavam instrutores a visualizar as imagens e a darem as respostas certas.

Este esquema, que começou em 2012, rendeu cerca de 620 mil euros de lucro, refere a acusação.

Devido ao elevado número de arguidos e à falta de espaço no Tribunal São João Novo, no Porto, o julgamento, que começou em setembro de 2017, decorre no quartel dos Bombeiros Voluntários de Valadares, em Vila Nova de Gaia.

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