“Uma catástrofe humanitária está a aproximar-se”, disse Guterres, em comunicado, aludindo ao “agravamento da crise humanitária e económica” e “à ameaça de colapso total dos serviços básicos” no Afeganistão.

António Guterres exortou também os Estados membros da ONU “a fornecer financiamento adequado, flexível e abrangente” para o povo afegão que está, conforme enfatizou, “no seu momento mais negro”, em termos de suas necessidades básicas.

“Eu exorto os Estados membros da ONU a auxiliar e a assegurar que os trabalhadores humanitários tenham o financiamento, acesso e garantias legais de que precisam para ficar e entregar” esta ajuda, salientou Guterres, no mesmo comunicado.

O secretário-geral da ONU recordou que “quase metade da população afegã – 18 milhões de pessoas – precisa de ajuda humanitária para sobreviver” no dia-a-dia.

“Um em cada três afegãos não sabe de onde virá sua próxima refeição”, disse António Guterres, notando que mais da metade das crianças menores de cinco anos sofrerá de fome no próximo ano.

“Mais do que nunca, as crianças, mulheres e homens do Afeganistão precisam da solidariedade da comunidade internacional”, vincou.

Sem mencionar os talibãs, o secretário-geral da ONU apelou a “todas as partes para facilitar o acesso humanitário seguro e desimpedido a bens vitais e essenciais, bem como a todos os trabalhadores humanitários – homens e mulheres”.

Vinte anos após terem sido derrotados pelos Estados Unidos, os talibãs, mais uma vez, controlam a maior parte do território afegão.

Os talibãs celebraram hoje efusivamente a sua vitória, após um último voo militar dos Estados partir de Cabul na noite do dia anterior.

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