Segundo o IPMA, em agosto o valor médio da temperatura máxima, 29,99ºC, foi superior ao normal, enquanto o valor médio da temperatura mínima, 15,23ºC, foi inferior ao normal.

O boletim destaca que os valores estiveram sempre acima do normal entre 10 e 17 de agosto, em particular a temperatura máxima que, nos dias 13 e 15, "apresentou desvios em relação ao valor médio mensal superiores a 5ºC".

Entre 10 e 18 de agosto houve uma onda de calor, com uma duração variável entre seis e nove dias nas regiões do interior Norte e Centro, Vale do Tejo e em alguns locais do Alentejo.

O dia mais quente foi 14 de agosto, em Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, onde a temperatura máxima atingiu os 44,3ºC.

Em contrapartida, o dia mais frio foi 20 de agosto, em Lamas de Mouro, no concelho de Melgaço, onde a temperatura mínima baixou aos 5,6ºC.

No mês de agosto choveu pouco, com o valor médio da quantidade de precipitação - 3,8 milímetros - a ser inferior ao normal para o período de referência, entre 1971 e 2000, e revelando-se o quinto mais baixo desde 2000 (o mais baixo foi em 2010, de 1,2 milímetros).

De acordo com o boletim, choveu nos dias 1, 4 e 7 nas regiões do litoral Norte e Centro e no dia 26, sob a forma de aguaceiros, em alguns locais de Trás-os-Montes.

O dia mais chuvoso foi 01 de agosto, em Cabril, no concelho de Montalegre, onde a quantidade de precipitação chegou aos 15,7 milímetros.

No fim do mês passado, 78% do território continental estava em seca meteorológica: 2,2% em seca severa, 32,5% em seca moderada e 43,3% em seca fraca.

O IPMA salienta que "houve um aumento da área em seca meteorológica, estendendo-se às regiões do interior Norte e Centro", assim como "um aumento da intensidade", com a seca moderada "a abranger agora quase toda a região Sul e alguns locais dos distritos de Setúbal, Lisboa e Bragança". O sotavento algarvio continua em seca severa.

Numa informação adicional ao boletim climatológico, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera refere que o mês passado foi o terceiro agosto mais quente em termos mundiais (igualando o de 2017), ao passo que na Europa "foi próximo do valor normal" para o período de referência, entre 1991 e 2020.

Apesar da "normalidade" verificada na Europa, 11 de agosto pode ter sido o dia mais quente alguma vez registado no continente, onde, por força de uma onda de calor que atingiu a região Sul, os termómetros subiram aos 48,8ºC na ilha italiana da Sicília.

"Este valor de temperatura irá ainda ser validado pela OMM [Organização Meteorológica Mundial], mas poderá ser o mais alto já registado no continente europeu", assinala o IPMA.

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