A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) reafirma, em comunicado, que a situação “continua fora de controlo” e que o Ministério da Agricultura e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) "não têm tomado as medidas eficazes de controlo das populações de animais selvagens, com destaque para os javalis e, em algumas zonas, também veados e corças”.

Nesse sentido, a CNA solicitou uma audiência ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, para lhe entregar a petição “Agricultores e outros Rurais devem ser ressarcidos dos prejuízos na Agricultura provocados por javalis e outros animais selvagens. Pelo controlo sanitário e da densidade das populações destes animais”, tendo apelado à intervenção deste órgão de soberania neste "grave problema".

E prossegue: “Há muito que a CNA e as suas afiliadas vêm alertando para este grave problema que afeta cada vez mais explorações agrícolas de norte a sul do país, mas, até ao momento, apesar das reclamações dos agricultores e de várias propostas apresentadas, não há resposta nem medidas concretas por parte do Governo”.

Além das dificuldades do “escoamento a preços justos” à produção ou da “imparável ascensão dos preços” dos diversos fatores de produção, a sustentabilidade das explorações agrícolas “é fortemente penalizada” pelos prejuízos causados por “animais selvagens”, que, além de “destruírem a produção”, colocam em causa o “potencial produtivo” das explorações agrícolas, realça.

Para a CNA, esta situação “arrasta-se sem resolução à vista” e coloca muitos agricultores “em sérias dificuldades” para continuarem a sua atividade.

A associação entende que os agricultores “não podem continuar a pagar, sozinhos, estes prejuízos” e que o ICNF deve “ressarcir os agricultores, reclamando esses valores das entidades responsáveis, se as houver”.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.