“Pensamos que existam cerca de 22 milhões de toneladas de cereais bloqueadas na Ucrânia (devido à invasão russa), à espera de serem exportadas”, disse Cavoli, em declarações no Congresso norte-americano.

O porto romeno de Constanta participa no esforço de exportação, mas a sua capacidade está limitada a 90 mil toneladas por dia, avançou Cavoli, cuja nomeação para a chefia das forças norte-americanas e, portanto, da NATO, ainda tem de ser confirmada pelo Congresso.

“Mas a Deutsche Bahn respondeu recentemente ao apelo”, acrescentou. “Criaram o que chamam ‘a ponte ferroviária de Berlim’, com base no modelo da ponte aérea de Berlim, para reservar comboios de transporte do trigo ucraniano para a Europa Ocidental”.

A transportadora ferroviária alemã “está em vias de retirar da Ucrânia quantidades massivas de cereais neste momento, através da Polónia, em direção dos portos no Norte da Alemanha, para a sua exportação”, especificou.

“A Polónia estabeleceu um novo regime fronteiriço com a Alemanha, para facilitar” esta operação, prosseguiu.

A produção que transita por Constanza é exportada por via marítima, “mas não pela parte do Mar Negro bloqueada” pelos russos, detalhou.

“Penso que vai ser preciso combinar modos de transporte” para continuar a facilitar as exportações de cereais ucranianos, concluiu.

Famosa pelas suas terras muito férteis, a Ucrânia era, antes da invasão russa, o quarto exportador mundial de milho e estava em vias de vir a ser o terceiro de trigo.

Mas a invasão dos russos interrompeu as culturas e o comércio cerealífero, com os dirigentes de Moscovo a serem acusados de impedirem as exportações pelo Mar Negro e provocarem uma séria crise alimentar mundial

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