Os democratas cristãos (CDU) de Angela Merkel surgem na sondagem realizada para o jornal alemão Bild com 30% das intenções de voto, contra 31% nos sociais-democratas (SPD) de Martin Schulz.

A sondagem, realizada entre 3 e 6 de fevereiro, teve por base inquéritos a mais de duas mil pessoas.

Neste cenário, Martin Schulz, de 61 anos, revela-se um forte candidato à liderança da Alemanha, o mais forte opositor de Angela Merkel, de 62 anos, em mais de uma década no poder. A atual chanceler assumiu funções em 2005.

Face aos resultados surpreendentes - escreve o The Telegraph que o partido de Merkel não perdia a liderança nas intenções de voto há quase sete anos -, a chanceler admitiu, esta segunda-feira, que está perante a mais difícil campanha da sua carreira.

“Esta será a eleição mais difícil que alguma vez disputei”, assumiu Merkel numa conferência de imprensa em Munique. “Temos uma batalha séria em mãos, temos muito trabalho pela frente”, acrescentou. “Em todas as eleições levei os meus opositores a sério e respeitei-os. Acontecerá o mesmo nesta campanha”, concluiu Merkel.

Em apenas duas semanas, o SPD aumentou uns surpreendentes 10 pontos percentuais nas intenções de votos, isto depois de Schulz ter assumido a liderança do partido face à saída de Sigmar Gabriel.

Com o prova de que a ameaça do SPD está a ser levada muito a sério, Horst Seehofer, líder do CSU, que ameaçou quebrar a aliança com Merkel caso esta não concordasse em limitar o número de refugiados permitidos na Alemanha, concordou em colocar de lado as diferenças entre ambos para que se concentrassem na reeleição da atual chanceler.

As eleições federais alemãs acontecem no próximo dia 24 de setembro.

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