Em tempo de guerra nomes como os de Volodymyr Zelensky, Alexey Navalny e Sviatlana Tsikhanouskaya eram vistos por alguns como grandes favoritos, ao lado de vários ativistas políticos e na luta pelas alterações climáticas, como Greta Thunberg.

Esta sexta-feira, em Oslo, na Noruega, contudo, a Academia sueca acabou por dar o prémio a Ales Bialiatski, da Bielorrússia, e às organizações de defesa dos direitos humanos Memorial, da Rússia, e Centro de Liberdades Civis, da Ucrânia, anunciou o Comité Nobel Norueguês.

Ales Bialiatski, 60 anos, atualmente preso na Bielorrússia, fundou a organização Viasna (Primavera) em 1996, para ajudar presos políticos e as suas famílias, na sequência da repressão do regime do Presidente Alexander Lukashenko.

A organização russa Memorial foi criada em 1987, para investigar e registar crimes cometidos pelo regime soviético, mas tem denunciado violações de direitos humanos na Rússia.

O Centro de Liberdades Civis foi criado em Kiev, em 2007, para fazer avançar os direitos humanos e a democracia na Ucrânia.

"Os laureados representam a sociedade civil nos seus países de origem. Durante muitos anos, eles promoveram o direito de criticar o poder e proteger os cidadãos. Todos fizeram um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder. Juntos, demonstram a importância da sociedade civil para a paz e a democracia", disse a presidente do Comité, Berit Reiss-Andersen.

Prazo 'alargado' para Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky foi um dos nomes colocados na corrida ao Nobel por muitos analistas. E a verdade é que, este ano, o líder ucraniano, tal como outros não tão mediáticos até ao início do ano, até poderia ter sido um dos candidatos, apesar do prazo para o envio de candidaturas ter terminado a 31 de janeiro, quase um mês antes da invasão militar russa, a 24 de fevereiro.

De facto, todos os membros do Comité Nobel Norueguês podem propor os seus próprios candidatos na primeira reunião da entidade e este ano essa só teve lugar em março, quando a guerra e o compromisso de Zelensky para com o povo ucraniano eram já notícia.

Refira-se que o Comité Nobel divulgou o número de candidatos, que este ano foi de 343 (251 dos quais foram pessoas e 92 organizações). Um número superior aos 329 candidatos do ano passado e o segundo mais elevado de sempre, pertencendo o recorde aos 376 candidatos nomeados em 2016.

*Com agências

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