De acordo com um porta-voz, o ministro Dominic Raab “deixou claro que é absolutamente inaceitável que uma arma química proibida tenha sido usada e que  violência tenha sido novamente dirigida contra uma importante figura da oposição russa”.

Segundo o governo britânico, Moscovo tem “obrigações internacionais” de responder pelo facto de o incidente ter acontecido em solo russo, contra um cidadão russo e por ter constituído um ataque ao sistema jurídico internacional.

”A Rússia precisa conduzir uma investigação criminal completa e transparente sobre o envenenamento de Navalny. Vamos trabalhar com nossos parceiros, inclusive por meio de ações na OPAQ [ Organização para a Proibição de Armas Químicas], para responsabilizar os responsáveis”, adiantou o mesmo porta-voz.

Principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, foi, “sem dúvida”, segundo as autoridades alemãs, envenenado na Rússia no decurso de uma deslocação eleitoral por um agente neurotóxico do tipo Novitchok, uma substância concebida na época soviética para fins militares e já utilizada contra o ex-agente duplo russo Serguei Skripal e sua filha Iulia, em 2018, em Inglaterra.

Berlim e outros países ocidentais apontaram responsabilidades às autoridades russas e exortaram-nas a fornecer explicações.

O braço de ferro endureceu no domingo, com a Alemanha a dirigir um ultimato de alguns dias a Moscovo para “esclarecer o que se passou”.

Alexei Navalny, conhecido pelos seus inquéritos anticorrupção dirigidos à elite política russa, sentiu-se mal em 20 de agosto e foi hospitalizado de urgência em Omsk, na Sibéria, antes de ser enviado para Berlim.

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