Navalny, de 45 anos, já foi condenado a uma pena de dois anos e meio de prisão em fevereiro de 2021, no âmbito de um caso de fraude que ele considerou político.

Em junho de 2021, as principais organizações do opositor, em particular o seu Fundo de Luta Contra a Corrupção (FBK), foram classificadas como “extremistas” pela justiça russa, uma decisão que levou ao seu encerramento e a ações judiciais contra muitos dos seus membros.

No final de janeiro deste ano, o próprio Navalny foi colocado na lista dos “terroristas e extremistas”.

A 15 de fevereiro, haverá uma audiência preliminar no tribunal Lefortovski, em Moscovo, sobre dois novos casos contra o opositor: um por “fraude” e outro por “insulto” de um magistrado, segundo um comunicado hoje divulgado.

O caso por “fraude” foi iniciado em dezembro de 2020, quando Navalny estava em convalescença na Alemanha, depois de ter sobrevivido ao envenenamento com uma substância neurotóxica, uma arma química de fabrico russo para uso militar chamada Novichok, pelo qual ele responsabiliza o Presidente russo, Vladimir Putin.

Os procuradores acusam o opositor de ter desviado para fins pessoais mais de 4,1 milhões de euros de donativos feitos às suas organizações, acusação punível com dez anos de prisão.

O ativista anticorrupção também poderá enfrentar mais seis meses de prisão por um alegado “insulto” a um magistrado russo durante uma audiência em 2021.

Alexei Navalny cumpre atualmente a sua pena num estabelecimento prisional em Pokrov, 100 quilómetros a leste de Moscovo.

Não será transferido para a capital para a audiência da próxima semana, que decorrerá na sua prisão, afirmou a sua advogada, Olga Mikhailova, à agência noticiosa TASS.

Essa circunstância dificultará a defesa do seu cliente, porque na prisão são proibidos tanto os telemóveis como os computadores, explicou, apresentando igualmente dúvidas sobre a possibilidade de presença de testemunhas.

Inimigo declarado do Kremlin (Presidência russa), Alexei Navalny foi detido em janeiro de 2021 ao regressar ao país após vários meses de convalescença na Alemanha.

Num lapso de duas semanas, foi detido, encarcerado e condenado a dois anos e meio de prisão.

A sua condenação desencadeou uma chuva de críticas internacionais e insistentes pedidos de libertação, além da imposição de novas sanções ocidentais à Rússia.

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