Com a DGS a pedir a distância de dois metros entre as camas nas residências para estudantes, no próximo ano letivo as estruturas de acolhimento das instituições de ensino superior para os alunos deslocados vão ficar com uma oferta ainda menor. Não sendo possível, por exemplo, usar beliches a solução terá de se restringir praticamente a quartos individuais.

Para fazer face ao corte, o ministério da Ciência e Ensino Superior deverá apresentar em breve um acordo com os hoteleiros de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga, para que os estudantes possam ficar alojados em hostels e pousadas de juventude, avança hoje o ‘Público’, um dia depois de o ‘Jornal de Notícias’ anunciar já o corte de centenas de camas num universo já de si depauperado.

Ao ‘Público’, João Sobrinho Teixeira, secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, afirma tratar-se de “um bom casamento” entre o estado e estas empresas, já que, assim, “os hostels garantem um rendimento durante um ano, que lhes permitirá manter a estrutura numa altura em que sofreram uma quebra de clientes, e nós conseguimos encontrar uma solução para o alojamento dos estudantes”.

Segundo o diário, a tutela chegará a um acordo global com a Associação dos Hostels de Portugal, válido para o próximo ano letivo. A associação vai identificar as unidades de alojamento local onde seja possível cumprir as normas da DGS para travar a pandemia de covid-19.

Entre hoje e 23 de agosto estão abertas as candidaturas para a primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior, sendo os resultados conhecidos em 28 de setembro. Para o próximo ano letivo, as instituições de ensino superior disponibilizaram mais de 51 mil vagas, o valor mais elevado dos últimos sete anos, com as universidades de Lisboa e do Porto a liderarem no aumento de lugares.

As instituições de ensino superior do Porto poderão ter mais alunos nas áreas das engenharias enquanto em Lisboa o aumento registou-se nas competências digitais, segundo dados disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES).

Apenas três instituições reduziram o número de vagas: a Universidade dos Açores, o Instituto Politécnico de Lisboa e a Instituto Politécnico de Viseu.

Além das 51.408 vagas do concurso nacional há outras 721 destinadas aos concursos locais, o que representa um aumento de 1% face ao número de vagas disponibilizadas no ano anterior.

Os números mostram também um aumento de 2% nas regiões mais desertificadas e de 1,3% nos institutos politécnicos, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Ciência e Ensino Superior.

Tal como já vinha acontecendo nos anos anteriores, a candidatura é feita ‘online’, através do ‘site’ da Direção-Geral do Ensino Superior, onde também se pode pedir a senha necessária para realizar a candidatura ao ensino superior.

Nesta mesma página é possível ter acesso a toda a informação sobre cursos disponíveis, vagas e condições de acesso.

No entanto, é preciso ter em conta que as notas dos exames nacionais de quase todas as disciplinas subiram este ano – a exceção foi Matemática Aplicada às Ciências Sociais - e por isso as médias de acesso à generalidade dos cursos serão mais altas.

A média dos exames realizados a Biologia e Geologia, por exemplo, subiu 3,3 valores numa escala de 0 a 20, sendo agora de 14 valores.

O ministro da Ciência e Ensino Superior voltou esta semana a lembrar que o objetivo para o próximo ano letivo é que o ensino seja presencial.

Durante duas semanas e meia do mês de julho, milhares de alunos do 11.º e 12.º anos realizaram exames nacionais nas disciplinas que elegeram como provas de ingresso, ou seja, os exames realizados foram para acesso ao ensino superior.

Segundo dados do Ministério da Educação, registaram-se 257.330 inscrições na primeira fase dos exames finais nacionais, tendo sido realizadas 227.962 provas, o que corresponde a cerca de 88,6% das inscrições.

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