“Temos conhecimento de cerca de 20 casos que nos foram comunicados pela Escola Portuguesa de Macau”, disse o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Paulo Cunha Alves, precisando no entanto que “é difícil estimar” o total de alunos afetados pelas restrições às viagens impostas no território devido à pandemia de covid-19.

De acordo com o diplomata, ao consulado têm chegado “alguns pedidos de informação” de alunos, numa altura em que as autoridades da Região Administrativa Especial de Macau [RAEM] anunciaram ser pouco provável que venha a ser reaberto um corredor marítimo com Hong Kong, de onde saem a maioria dos voos internacionais.

“Estamos em contacto com as autoridades da RAEM para as sensibilizar para o assunto, embora existam outras possibilidades, como seja o cumprimento da quarentena em Hong Kong antes de viajar para a Europa ou tentar efetuar ligações aéreas via Taipei [capital de Taiwan] ou Seul [capital da Coreia do Sul], a partir do aeroporto internacional de Macau”, referiu ainda Paulo Cunha Alves.

As autoridades de Macau anunciaram hoje que estão a negociar o aumento de ligações aéreas com a Europa e os Estados Unidos para dar resposta aos estudantes nesta situação.

“Atendendo ao facto de que alguns estudantes necessitam de ir para o estrangeiro para prosseguir os seus estudos, depois das férias de verão, após negociações feitas com o setor aéreo […], está programado um aumento de frequência de voos para a Europa e os Estados Unidos, com as escalas feitas em Taipé ou Seul, em finais de agosto e início de setembro”, divulgaram hoje as autoridades de Saúde do território, remetendo mais informações para as agências de viagens.

Nos últimos dias, as autoridades de Macau receberam “30 pedidos [de informação] por parte de estudantes”.

Macau anunciou hoje igualmente novas restrições à entrada no território, impondo quarentena obrigatória aos viajantes provenientes de duas províncias chinesas afetadas por novos surtos de covid-19.

A observação médica de duas semanas passa a aplicar-se a quem nos últimos 14 dias tenha estado em Xinjiang e Liaoning, numa altura em que aquelas duas regiões chinesas registam surtos de covid-19.

“Tendo em conta a situação epidémica em Xinjiang e Liaoning, vamos considerá-los [como] territórios de alto risco”, anunciaram as autoridades. “Isso significa que as pessoas que se tenham deslocado a esses dois locais devem ser submetidas a observação médica de 14 dias”, precisaram.

A China registou 43 novos casos de coronavírus no domingo, 28 dos quais contágios locais na região oeste de Xinjiang, onde um surto surgiu há três semanas, além de oito, em Liaoning, província nordeste da China, o outro surto ativo no país, de acordo com o mais recente balanço.

As autoridades de Macau anunciaram ainda o reforço das restrições a pessoas provenientes de Hong Kong, por causa do novo surto no território. Além da quarentena obrigatória, que já estava em vigor, a partir de quarta-feira “todos os indivíduos [provenientes daquele território] devem apresentar um teste negativo de ácido nucleico emitido nas 72 horas anteriores”.

Macau não tem atualmente nenhum caso ativo de covid-19 e não registou qualquer morte relacionada com a doença.

O último paciente diagnosticado com covid-19, o 46.º no território desde que o surto começou, registou-se em 25 de junho e recebeu alta hospitalar em 17 de julho.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 685 mil mortos e infetou mais de 18 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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