A engenheira Ana Carvalho foi eleita presidente da direção do Volt Portugal e Duarte Costa vice-presidente, no congresso que decorreu em Setúbal, mas ambos pretendem gerir o partido como copresidentes, disse hoje à Lusa fonte oficial.

O segundo congresso do partido, que decorreu este fim de semana, elegeu os novos órgãos nacionais para o biénio 2022-2024, que inclui a nova direção e a comissão política nacional.

"A nova direção do Volt Portugal é presidida por Ana Carvalho, tendo Duarte Costa como vice-presidente", referiu o partido, em comunicado.

Fonte oficial do partido adiantou que "ambos os candidatos concorreram às eleições do Volt Portugal sob uma plataforma de coliderança, onde ambos partilham o cargo de copresidentes".

Ana Carvalho, 26 anos, é engenheira e trabalha na área das energias renováveis, depois de ter estudado engenharia eletrotécnica e de computadores, e juntou-se ao partido há quatro anos quando estudava na Alemanha, de acordo com o Volt Portugal.

"Lançou-se na política através do associativismo estudantil e pela defesa dos direitos LGBTQIA+, apaixonou-se pelo papel da União Europeia e o seu potencial por alcançar", referiu ainda o partido.

Por sua vez, Duarte Costa, 34 anos, de Lisboa, é especialista em políticas europeias para o clima, formado em Geografia pela Universidade de Lisboa e mestre em alterações climáticas e políticas.

De acordo com informação do partido, Duarte Costa "entrou para o Volt por acreditar que as soluções para os principais problemas" como a crise climática, questões humanitárias na fronteira da UE, o combate aos radicalismos políticos e a construção de uma sociedade próspera "devem ser partilhados entre europeus", referindo que "o pan-europeísmo é o caminho de unidade que a Europa precisa".

Para a Comissão Política Nacional, "foram eleitos os membros Yannick Schade, André Eira, Catia Sofia Lopes Geraldes, Inês Reis dos Santos, Pedro Malheiro, Ralf Medernach, Silke Jellene, Susana João Monteiro Carneiro, Tânia Girão, Vitor Moreira e Tiago Silva", acrescenta.

O Volt Portugal indicou ainda que, além dos novos órgãos nacionais, "foram também apresentadas e discutidas diversas moções temáticas e setoriais em áreas tão diversas como, por exemplo, o rendimento básico universal ou a centralização do poder".

Em 24 de maio, o antigo presidente do Volt Portugal disse à Lusa que se tinha desfiliado do partido por discordar do rumo ideológico que a força política estava a seguir a nível europeu e nacional, posicionando-se "cada vez mais à esquerda" e afastando-se da sua "matriz original".

"A razão principal tem a ver com questões ideológicas. O Volt ao longo do tempo foi-se desviando daquilo que era a sua matriz original e a sua ideologia original para se ir posicionando cada vez mais à esquerda", sustentou, na altura, Tiago Matos Gomes, em declarações à agência Lusa.

Matos Gomes já tinha adiantado que não se iria recandidatar à liderança do Volt Portugal no congresso marcado para este fim de semana.

Dois dias depois, o Volt Portugal reafirmou não se situar politicamente "nem à esquerda, nem à direita", rejeitando as críticas do anterior presidente.

O Volt Europa é um partido federalista e "pan-europeu" que surgiu internacionalmente como movimento em março de 2017, como reação ao 'Brexit', iniciado por um coletivo de estudantes nos EUA. Andrea Venzon é o fundador deste movimento, que já é partido político em vários países europeus, nomeadamente em Portugal, Alemanha, Bulgária, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, Áustria, Luxemburgo, Dinamarca, França, Reino Unido ou Suécia.

O movimento surgiu em Portugal a 28 de dezembro de 2017 e foi oficializado como partido político pelo Tribunal Constitucional em junho de 2020.

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