O ex-banqueiro espanhol Miguel Blesa, condenado a seis anos de prisão pela rede de corrupção criada à frente do Caja Madrid, foi encontrado morto com um tiro no peito, esta quarta-feira (19) - anunciou a Guarda Civil.

Blesa, de 69 anos, "apareceu numa quinta em Villanueva del Rey, uma localidade de Córdoba, junto a um carro com um ferimento de arma de fogo no peito", indicou uma porta-voz da Guarda Civil, acrescentando que a morte está a ser investigada.

Fontes policiais citadas pelo El País explicam que Blesa, que esteve à frente do Caja Madrid entre 1996 e 2009, estava numa propriedade de caça. Dizem as mesmas fontes que depois do pequeno-almoço, Miguel Blesa terá dito que ia arrumar o carro, que estava na garagem onde o seu corpo foi encontrado.

O ex-banqueiro foi condenado em março último a seis anos de prisão pelo seu envolvimento no caso dos “cartões black” (negro em inglês, a cor dos cartões de crédito) que a Caja Madrid, que agora se chama Bankia, dava aos seus dirigentes e pessoas de confiança, para pagar despesas pessoais sem limite e sem declarar nada ao fisco.

Miguel Blesa foi presidente da instituição entre 1996 e 2010 e o tribunal considerou-o culpado de se apropriar indevidamente de património, ao gastar 436.688 euros através desse cartão de crédito especial.

Na altura foram condenados mais 64 utilizadores desses cartões, incluindo o seu sucessor no lugar de presidente da instituição, Rodrigo Rato, um ex-ministro das Finanças espanhol e ex-diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Blesa foi um dos condenados que apresentou em abril último um recurso à condenação, junto do Tribunal Supremo espanhol, e por essa razão ainda não estava na prisão.

Entre os outros acusados estão numerosos membros do Partido Popular, mas também alguns sindicalistas e membros de partidos de esquerda.

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