"O PS tem também uma ambição. A nossa ambição é ganhar estas eleições autárquicas e ganhar estas eleições autárquicas é desde logo continuarmos a ter a presidência da Associação Nacional de Freguesias e a presidência da Associação Nacional de Municípios", revelou António Costa no encerramento da Convenção Nacional Autárquica, que hoje decorreu em Lisboa.

O secretário-geral assumiu ainda o objetivo de voltar a ganhar as 150 câmaras e as 1.282 juntas de freguesia que o PS conseguiu conquistar em 2013.

"Tal como não há vitórias antecipadas também não há derrotas antecipadas e o PS, quando entra em jogo, entra sempre em jogo para ganhar", disse, assumindo o objetivo de renovar uma vitória nas próximas autárquicas.

Costa aproveitou o encerramento da convenção - que reuniu no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, cerca de mil delegados - para manifestar "ainda a ambição de ganhar todas as outras câmaras e todas as outras juntas de freguesia" nas quais a qualidade dos candidatos e dos programas do PS "venham a merecer a confiança" dos eleitores.

Até ao discurso do líder socialista - que assistiu na primeira fila a todos os painéis da convenção -, o encontro do partido tinha sido marcado pela candidatura do socialista Manuel Pizarro à Câmara do Porto, depois de o PS ter abandonado o apoio que havia expresso à recandidatura do independente Rui Moreira.

Pizarro só chegou a meio da tarde a Lisboa - e a introdução do seu discurso foi a única alteração ao guião da convenção -, mas o apoio à corrida eleitoral, que havia sido anunciada ao final da manhã, e alguns ataques a Rui Moreira tinham marcado muitas das intervenções dos socialistas.

O primeiro foi o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina que logo na abertura dos trabalhos pediu uma "salva de palmas muito em particular para os camaradas do Porto".

"Tenho a certeza que eles honrarão o que é a tradição do PS, que é estar à altura dos desafios da resposta à qualidade de vida das populações e de afirmar no Porto, como em todos os outros locais do país, o PS como um grande partido autárquico, porque este é um partido de mulheres e de homens livres que estão juntos para melhorar a vida das pessoas", disse.

Da autarquia do outro lado do Rio Douro, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor, endureceu o discurso e afirmou que "não há ninguém mais independente do que um militante socialista", tendo também os independentes os seus grupos internos de lobby e pressão.

"Que nunca se confunda uma mente independente como a nossa com os egos galácticos de outros", atirou.

Antes, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, já tinha sido bastante crítico com Rui Moreira, considerando que o seu movimento é "partidofóbico" e baseado num aparelho anónimo, contra partidos.

O presidente da Associação Nacional de Autarcas do PS, Rui Santos, antecipou uma vitória na autarquia do Porto: "perdemos um grande vereador mas vamos ganhar um grande presidente de câmara".

À entrada para a convenção, Fernando Medina foi questionado pelos jornalistas sobre a data de apresentação da sua recandidatura da Lisboa, tendo respondido que isso seria "a seu tempo" e que "hoje era o dia de debater o PS no país".

"As candidaturas devem ser apresentadas no tempo e no momento que cada um achar mais compatível até com as responsabilidades que tem. Há quatro anos, quer o anterior presidente da Câmara de Lisboa, quer o candidato que se opôs, apresentaram mais tarde", sublinhou.

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