“Este projeto é verdadeiramente simbólico do potencial transformador e da ambição transformadora e da vontade de melhorar e aumentar o potencial de crescimento do nosso país que o PRR comporta”, acentuou.

António Costa discursava na cerimónia de lançamento do projeto do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato e assinatura do respetivo contrato de financiamento, realizada no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato.

Na sua intervenção, com dois ministros e três secretários de Estado na plateia, o chefe do Governo destacou que este “foi o primeiro acordo de financiamento” assinado entre a estrutura de missão Recuperar Portugal e uma comunidade intermunicipal.

“Este projeto demonstra bem o que pretende ser o PRR. Um projeto transformador do nosso país, que não se limite a fazer mais do mesmo, mas, pelo contrário, permita transformar regiões, setores de economia e o potencial de crescimento do nosso país”, referiu.

Costa vincou que a barragem “terá um grande impacto transformador na economia da região” e vai permitir ao Alto Alentejo “desenvolver novas atividades que gerem emprego e rendimento que permitam atrair e fixar as populações”.

“O PRR é uma peça de um ‘puzzle’ integral sobre a visão que temos sobre todas as regiões que designamos de interior e que eu prefiro designar de centralidade peninsular”, insistiu o chefe do Governo.

Dirigindo-se a “quem olha para o PRR com o ceticismo fatalista”, por considerar que o país vai “desperdiçar a oportunidade”, o primeiro-ministro deu como exemplo este projeto para contrariar essa ideia.

“Pode olhar para este projeto como um projeto tem, desde logo, o enorme potencial transformador económico desta região, mas que responde também a outras necessidades fundamentais”, como no combate às alterações climáticas, abastecimento das populações, regadio e produção de energia elétrica, entre outras, disse.

António Costa notou que o projeto vai ser “executado” pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), após “determinação persistência e insistência negocial” dos autarcas da região.

“Também é a demonstração de que o PRR não é uma coisa desenhada em Lisboa para ser executada pela Administração Central para benefício da Administração Central. Os beneficiários serão mesmo as populações e o conjunto desta região. A ideia surgiu não em Lisboa, mas na região e quem vai executar é precisamente a comunidade intermunicipal”, acrescentou.

O chefe do Governo avisou os promotores de que “o relógio já está a contar” para a execução do projeto, lembrando que o PRR “só paga compromissos assumidos até 2023 e despesa realizada até 31 de dezembro de 2026”.

“Por isso, não vamos esperar pelos 70 anos da ideia. Como não há tempo a perder, mãos à obra”, acrescentou.

O contrato de financiamento do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, mais conhecido como barragem do Pisão, no valor de 120 milhões de euros, foi assinado entre a estrutura de missão Recuperar Portugal e a CIMAA.

No global, está previsto que o projeto envolva um investimento de 171 milhões de euros, dos quais 120 milhões foram inscritos pelo Governo no PRR.

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