Esta posição foi transmitida por António Costa no final de uma visita às obras de requalificação na Escola Secundária Camões, em Lisboa, em que esteve acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Questionado sobre o facto de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter admitido na segunda-feira que o estado de emergência poderia prolongar-se pelo mês de maio, o líder do executivo concordou com essa perspetiva.

Na resposta, António Costa começou por salientar que a iniciativa de decretar o estado de emergência pertence ao Presidente da República, cabendo à Assembleia da República dar a autorização.

"O que posso dizer é que é esse o entendimento do Governo. Pelo menos até ao final deste processo [de desconfinamento], é necessário manter o estado de emergência para garantir que todos os passos são dados com segurança", afirmou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro defendeu também o princípio de que exista um critério nacional para a abertura ou eventual encerramento de escolas, e frisou que esse mesmo princípio foi proposto pelos especialistas.

"Esse critério nacional para o funcionamento das escolas tem a ver com a igualdade de oportunidades e, por exemplo, tendo em conta que vários dos anos estão sujeitos a exames. Portanto, se não fosse assim, aumentariam as desigualdades, porque havia estudantes com aulas e outros sem aulas", justificou.

No entanto, de acordo com António Costa, este princípio "não exclui que, em caso de surto numa escola - como já houve no passado -, não haja uma intervenção pontual numa escola".

"Mas temos de trabalhar - e isso está nas mãos de todos nós - é para a pandemia se manter controlada", acrescentou.

Costa pede “disciplina” e frisa que cada abertura aumenta risco de transmissão

"Sabemos que cada passo que dermos no sentido da abertura aumenta o risco de transmissão. Se aumenta o risco de transmissão, então temos de ter cada vez mais cuidado. Em cada passo que damos é preciso mais cuidado para que o aumento do risco não signifique o aumento dos contágios", declarou o líder do executivo.

Em relação às conclusões que ouviu dos peritos sobre a situação epidemiológica do país, o primeiro-ministro disse que Portugal está "no caminho".

"As coisas estão a correr bem, mas é preciso não esquecer que as coisas não correm bem por acaso. As coisas só correm bem se mantivermos a disciplina. Caso contrário, vamos estragar tudo o que conseguimos - e convém não esquecer que vivemos meses de janeiro e fevereiro verdadeiramente dramáticos", afirmou ainda em tom de aviso.

Perante os jornalistas, António Costa observou que "Portugal está a baixar bastante bem na incidência [da doença], mas a aumentar, naturalmente, na transmissibilidade".

Em relação ao período da Páscoa, o primeiro-ministro voltou a colocar a questão na responsabilidade individual, dizendo que esse é o primeiro controlo que tem de existir.

"Isto não é um jogo entre o Governo que impõe restrições para chatear as pessoas e as pessoas que tentam contornar as restrições fugindo à polícia, e a polícia atrás das pessoas. Não é assim que queremos viver", salientou.

Pela parte do Governo, para garantir que não haja grandes ajuntamentos na Páscoa, "que não pode ser um momento de convívio familiar, a proibição de circulação entre concelhos vigorará também em toda a próxima semana e, igualmente, no fim de semana da Páscoa.

"É evidente que as autoridades estarão lá para fazer cumprir a lei, mas a melhor forma é cada um de nós cumprir por si próprio a lei", acrescentou.

Notícia atualizada às 18h38

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