“Há uma diferença de pontos de vista sobre a mesma realidade”, afirmou Costa aos jornalistas após a cimeira da Aliança Atlântica em Londres, acrescentando que os líderes dos restantes parceiros da NATO registaram o ponto de vista da Turquia.

Porém, acrescentou, há uma dimensão “que tem a ver com os valores, e os valores essenciais desta Aliança que não podem sacrificados”.

Em outubro, os Estados Unidos decidiram retirar as suas tropas da Síria estacionadas na zona fronteiriça com a Turquia, uma decisão que permitiu uma ofensiva militar turca em coordenação com forças da oposição sírias contra os curdos aliados pelos países ocidentais na luta contra o grupo terrorista ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI).

Entretanto, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou não aprovar a expansão dos planos militares da organização para os países bálticos caso a NATO não definisse as milícias curdas do PKK de “organização terrorista”.

Durante a sua a conferência de imprensa, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu que a situação no norte da Síria é muito complexa após a reunião na terça-feira com Erdogan, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

“Claramente reconhecemos as enormes pressões que a Turquia enfrenta, os quatro milhões de refugiados que está a acolher, e a ameaça terrorista do PKK deve ser reconhecida. O que estamos a tentar fazer é perceber os planos da Turquia para aquela parte do norte da Síria”, adiantou.

Johnson enfatizou a necessidade de evitar mal-entendidos entre aliados na NATO” e que foi decidido que vai continuar a existir um diálogo sobre a situação.

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