O português António Guterres venceu esta quarta-feira, 5 de Outubro, a sexta votação para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, não tendo vetos por parte dos membros permanentes do Conselho de Segurança (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia).

Tudo indica que Guterres será o próximo secretário-geral das Nações Unidas mas ainda são necessárias formalidades adicionais. Nesta votação, o candidato português recebeu 13 votos a favor, duas abstenções e nenhum veto.

Os receios em torno da candidatura surpresa da búlgara Kristalina Georgieva não se verificaram. A principal adversária de António Guterres felicitou o antigo primeiro-ministro português no Twitter: “Parabéns a António Guterres – o futuro secretário-geral! Boa sorte em continuar uma agenda ambiciosa para a ONU”, escreveu.

A votação final deve acontecer já esta quinta-feira, e tudo aponta para a confirmação de Guterres no cargo. Guterres concorria contra outros nove candidatos ao cargo.

O presidente do Conselho de Segurança das ONU disse aos jornalistas, no final da sexta votação do Conselho de Segurança para secretário-geral, que o organismo espera recomendar "por aclamação" o nome de António Guterres na quinta-feira.

"Hoje, depois da nossa sexta votação, temos um favorito claro e o seu nome é António Guterres. Decidimos avançar para um voto formal amanhã de manhã [quinta-feira] e esperamos fazê-lo por aclamação", disse aos jornalistas Vitaly Churkin.

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu entretanto ao resultado positivo obtido por Guterres nesta sexta votação. "Já falei com o sr. engenheiro, já o felicitei. isto é muito bom para as Nações Unidas e para Portugal. Aqui, foi o melhor a ser escolhido. Tudo o que prestigie Portugal lá fora é positivo. António Guterres é excepcional, absolutamente excepcional", acrescentou.

António Guterres venceu as cinco primeiras votações para o cargo, que aconteceram a 21 de julho, 5 de agosto, 29 de agosto, 9 de setembro e 26 de setembro.

A candidatura de António Guterres, antigo Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, foi formalizada por Portugal a 29 de fevereiro deste ano.

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