"A frequência de atividades complementares de apoio ao estudo é um fenómeno relevante no último ano do ensino secundário. Porém, a maioria dos alunos (62%) não tem qualquer atividade complementar de apoio ao estudo, enquanto 38% frequentaram estas atividades no período em análise", pode ler-se no relatório publicado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação.

Assim, "entre 2014 e 2019, a frequência de atividades complementares ao estudo manteve-se constante, na ordem dos 38%" — tanto no ensino público como no privado. Todavia, segundo o documento, "estas atividades ocorreram principalmente fora da escola, proporção que teve um aumento ligeiro ao longo dos anos analisados (de 26% em 2014 para 29% em 2019), enquanto a participação dos alunos do 12.º ano de escolaridade, em atividades de apoio em contexto escolar, já de si minoritária, sofreu um decréscimo de 4 pontos percentuais".

Nestes complementos ao estudo — que vão de explicações a aulas de apoio —, a maioria dos participantes são raparigas (54% face a 46% dos rapazes) e a maior parte destes estudantes frequentava cursos científico-humanísticos (92%) — nestes, as ciências socioeconómicas têm taxas de frequência mais elevadas das atividades (74%) —, enquanto 8% eram alunos de cursos profissionais.

É ainda referido que "as atividades complementares de apoio ao estudo são maioritariamente frequentadas pelos alunos que pretendem prosseguir estudos pós-secundário (95%)", pelo que é alertado no relatório que "os dados relativos ao 12.º ano não devem ser entendidos como representativos da totalidade do percurso escolar ou mesmo do ensino secundário, pois trata-se de um momento terminal da trajetória escolar, na qual os resultados escolares assumem uma maior importância na vida dos estudantes".

Neste sentido, 47% dos alunos com notas entre os 18 e os 20 valores usufruíram destes apoios, enquanto apenas 21% dos alunos com média negativa (até 9 valores) o fez. Para este retrato contribuem também os estudos familiares: "quanto mais escolarizados são os agregados familiares, maior foi também a frequência de atividades complementares de apoio ao estudo por parte dos alunos".

Quanto às disciplinas mais procuradas em apoio ao estudo, em em primeiro lugar fica a "Matemática (50% dos alunos que frequentam explicações fazem-no a esta disciplina), seguindo-se o Português com 22%. As restantes disciplinas têm uma percentagem muito inferior de alunos com atividades complementares ao estudo, tal como a Física e Química (9%), a História (5%) e a Biologia (4%)".

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