“De novo é um orçamento financiado de maneira sólida, sem novas dívidas, o que nos dá a força que precisamos para a nossa sustentabilidade futura, para numerosos investimentos para o futuro, para uma sociedade coesa, afirmou o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz durante a intervenção.

O ministro também assegurou que este projeto de orçamento hoje apresentado confere à Alemanha a capacidade de enfrentar, “caso ocorra, um desenvolvimento da economia na Europa e na Alemanha pior que o esperado”, e nesse sentido sublinhou que apesar de um abrandamento da economia, ainda não se pode falar de crise.

Scholz planeia para 2020 gastos de quase 360.000 milhões de euros sem que haja défice, com investimentos principalmente em trabalho e assuntos sociais e para aliviar as famílias com baixos rendimentos.

Segundo o ministro, “trata-se de criar uma vida economicamente acessível para as famílias neste país, algo que também tem a ver com coesão”, sublinhou.

A coesão social num mundo cada vez mais difícil é a primeira grande tarefa do Governo, sublinhou, adiantando que só uma sociedade que se mantém unida está salva do populismo de direita.

“É bom que seja um orçamento expansivo o que apresentamos aqui”, afirmou o ministro, acrescentando que o Governo soube aproveitar a margem que lhe dão as suas reservas.

Trata-se, sublinhou de levar a cabo uma política ativa em matéria de investimentos com o objetivo de estabilizar a economia alemã.

Classificou como um “grande logro” o facto deste orçamento incluir a soma mais elevada em investimento “em muito, muito tempo”, algo que deve na sua opinião manter-se.

Neste sentido, se atualmente os investimentos ascendem a 40.000 milhões de euros ao ano, nos próximos dez anos estes deverão chegar pelo menos a 400.000 milhões de euros, sublinhou.

O ministro adiantou que o Governo vai trabalhar para que as profissões relacionadas com o cuidado de pessoas necessitadas de assistência sejam mais bem pagas, bem como para melhorar a situação dos pensionistas.

O responsável também sublinhou a necessidade de investir na construção de habitação social – 80.000 casas ao ano – que o Governo quer apoiar com “muitos milhares de milhões” de euros.

Em relação às descidas de impostos, Scholz defendeu de novo a eliminação para 90% dos contribuintes do imposto de solidariedade introduzido em 1991 para suportar os custos da reunificação do país e que supõe 5,5% do imposto sobre o rendimento e do imposto das sociedades.

Scholz também se referiu ao principal desafio da economia na atualidade – a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos -, sublinhando que as tarifas são “uma tendência errónea” e apelando para um regresso ao “livre comércio regulado”.

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