Com base numa nova técnica estatística, os cientistas analisaram 37 glaciares no mundo e dizem estar “praticamente certos” de que a sua diminuição é resultado das alterações climáticas, desde o início do século XX, e pequenas alterações meteorológicas naturais.

Os resultados foram divulgados hoje na revista científica britânica Nature Geoscience e apresentados na conferência anual da American Geophysical Union, que se realiza esta semana em São Francisco, nos Estados Unidos.

Os cientistas analisaram glaciares localizados em cinco diferentes áreas do globo e sobre os quais havia informação disponível há mais tempo, incluindo meteorologia e área circundante.

Usando ferramentas estatísticas, os cientistas foram capazes de estabelecer uma relação entre os efeitos do aquecimento global e os atribuídos às variações climáticas naturais.

A partir dai, os cientistas calcularam a probabilidade de o aquecimento global influenciar especificamente a evolução dos glaciares desde o início do século XX.

Os cientistas chegaram à conclusão que há quase 100% de probabilidade de o aquecimento global ser responsável pelo declínio de 2,8 quilómetros, desde 1880, em Hintereisferner, na Áustria.

O resultado é quase idêntico em Franz Josef, glaciar de vale na Nova Zelândia.

Aqueles resultados apontam para uma responsabilidade maior do aquecimento global do que o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas.

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