O presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Rino Fisichella, sublinhou que o tema das migrações é “o grande tema da agenda do mundo político”, bem como do mundo cultural e de várias associações de crentes e de não crentes.

“Parece-me que olhar para o outro lado, neste momento, seja pouco evangélico. O evangelho ensina-nos a enfrentar as situações da vida, mesmo as mais difíceis e as mais dramáticas”, sublinhou o arcebispo italiano Fisichella, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa que se realizou antes do começo da peregrinação do Migrante e do Refugiado.

Para o presidente da peregrinação, o momento que se vive “é um momento muito particular”, um desafio não apenas para a Europa, mas “para o mundo”.

Durante a conferência de imprensa, Rino Fisichella recordou que o fenómeno da migração não é um fenómeno recente.

Se dantes os europeus iam para fora, hoje é a Europa que recebe pessoas, que vêm à procura de uma vida digna, disse.

“Hoje, no mundo, milhões de pessoas sofrem pela falta de dignidade”, notou, realçando que há “milhões de pessoas” afetadas pela guerra, pela fome ou pela falta de trabalho.

A peregrinação do Migrante e do Refugiado começou hoje e termina domingo, no Santuário de Fátima, concelho de Ourém.

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