O decreto presidencial que anunciou a nomeação de Aristides Gomes, hoje tornado público pela Presidência guineense, indica que o nome do político resultou de uma série de consultas desencadeadas por José Mário Vaz para a escolha de uma figura de consenso para o cargo.

As diligências visaram encontrar um mecanismo que pusesse fim definitivo à crise política que afeta a Guiné-Bissau há cerca de três anos, refere o decreto presidencial.

Aristides Gomes é assim o sétimo primeiro-ministro nomeado por José Mário Vaz, eleito Presidente da Guiné-Bissau em 2014.

Sociólogo formado em França, Aristides Gomes, dirigente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de que chegou a ser primeiro vice-presidente, vai liderar um Governo que terá a missão de organizar eleições legislativas que José Mário Vaz pretende que tenham lugar a 18 de novembro.

O líder guineense prometeu divulgar ainda hoje o decreto presidencial a fixar a data da ida às urnas.

O nome de Aristides Gomes ficou retido como figura consensual para liderar o próximo Governo guineense na sequência de conversações entre os dois principais partidos no Parlamento, o PAIGC e o PRS (Partido da Renovação Social).

O facto foi formalmente assumido pelos líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), que estiveram reunidos, no último sábado, em Lomé, no Togo, e salientado no comunicado final do encontro.

Aristides Gomes, que já foi primeiro-ministro guineense entre novembro de 2005 a abril de 2007, toma posse hoje às 15:00 de Bissau, no palácio da presidência.

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