“Sobre a Caixa Geral de Depósitos [CGD] estamos perante uma novela que nunca devia ter começado e que tem de acabar rapidamente”, afirmou Arménio Carlos à margem do 11.º Congresso da Federação Nacional dos Médicos a decorrer hoje no Porto.

Para o sindicalista “ninguém percebe por que razão não se faz a entrega da declaração de rendimentos” já que “quem não deve não teme”.

“Este processo só tem servido não só para degradar e pôr em causa a imagem da CGD, mas também para retirar a prioridade que devia ter que era estar a trabalhar para responder às necessidades, sobretudo ao financiamento da economia, quer das empresas, quer das famílias”, assinalou.

Arménio Carlos disse mesmo que “é tempo de isto acabar de uma vez por todas” e defendeu que “as várias entidades que assumem responsabilidades a nível das diversas instituições têm que ser mais rigorosas e mais cuidadosas”.

Destacou ainda a necessidade de o Tribunal Constitucional ser “mais célere” e de intervir “atempadamente para que situações destas não ocorram” sob pena situações destas descredibilizarem o sistema e a “própria legislação”.

“Cada um deve declarar para que todos saibamos que quem está a prestar um serviço público não beneficia do facto de o prestar mas, pelo contrário, está ali para assumir uma responsabilidade perante o país e simultaneamente a população”, sustentou.

Arménio Carlos admitiu existir uma falta de recursos humanos no Tribunal de Contas, “um dos problemas que está diretamente relacionado com a necessidade de melhorar os serviços públicos”.

A nova equipa de gestão da CGD, liderada por António Domingues, entrou em funções em 31 de agosto.

O Tribunal Constitucional notificou na quarta-feira os membros da administração da CGD para que entreguem as declarações de rendimentos.

Nas últimas semanas, todos os partidos defenderam que os administradores da Caixa deveriam entregar as declarações de rendimento e património no TC, tal como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.

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