A aprovação do pedido de licenciamento para a nova unidade hoteleira está, contudo, condicionada à entrega de um estudo hidrogeológico, nomeadamente “para definição do nível freático”, dado que a operação urbanística “incide sobre áreas de muito elevada vulnerabilidade sísmica”, segundo a proposta subscrita pelo vereador responsável pelo pelouro do Urbanismo, Ricardo Veludo (PS).

Além disso, o promotor terá ainda de cumprir as recomendações dos pareceres da Direção-Geral do Património e da Estrutura Consultiva Residente.

De acordo com a proposta apresentada pelo promotor, o hotel terá 45 quartos, um restaurante, bar, salas de conferências, ginásio e piscina, prevendo-se a “reabilitação do edifício do palacete com preservação da fachada principal”.

Ao todo, a construção terá sete pisos, dois dos quais em cave, não estando previsto estacionamento.

“A intervenção está localizada em área abrangida pelo ângulo de visão do ponto dominante Largo do Monte, tendo sido considerado que o aumento de um piso não constitui obstáculo às vistas”, é referido na proposta.

Em declarações à Lusa, o vereador eleito pelo BE (partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS), Manuel Grilo, justificou o seu voto contra argumentando que “está por provar que faltem hotéis” na zona para onde está prevista a nova unidade.

“Está na hora de ter um estudo da hotelaria em Lisboa. Parece-nos que há hotéis a mais. Quando o turismo na cidade de Lisboa diminuir, corremos o risco de vir a ter um excesso de oferta”, referiu.

Pelo PCP, a vereadora Deolinda Machado corroborou os argumentos de Manuel Grilo, defendendo que “Lisboa já não precisa de mais hotéis”.

“O que Lisboa precisa é de habitação a preços acessíveis. Não podemos continuar a expulsar os moradores da cidade”, disse.

Na reunião desta manhã do executivo municipal, liderado pelo socialista Fernando Medina, foi igualmente aprovado o lançamento de um concurso público para uma empreitada de “acalmia de tráfego no Parque Florestal do Monsanto”. A proposta teve apenas a abstenção de PSD e CDS-PP.

A discussão da proposta para adquirir novas câmaras de controlo de tráfego a instalar em 64 novos locais e substituir as atuais 22 foi adiada.

Também adiada foi a discussão da revogação do contrato de delegação de competências celebrado entre o município e a Junta de Freguesia de Carnide para a construção do Complexo Desportivo de Carnide. Com a revogação deste acordo, a Câmara de Lisboa irá assumir a construção do equipamento.

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